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Membros do Instituto Ecumênico no AC são contra reabertura de igrejas: ‘Cada casa é uma pequena igreja’

Por Redação Juruá em Tempo.11 de julho de 20203 Minutos de Leitura
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Apesar de existir uma movimentação grande por parte de algumas denominações evangélicas pela liberação dos cultos nos templos, o Instituto Ecumênico Fé e Política do Acre (IEFP-AC) acredita que ainda não é o momento de liberar as atividades religiosas devido aos números de casos de Covid-19 ainda estarem em crescimento.

O presidente do IEFP-AC, parde Massimo Lombardi, que também coordena a área missionária da igreja Católica do conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, disse que não vê motivo para novos encontros com o governo para pedir reabertura, porque tudo já havia ficado acordado em uma reunião que tiveram ainda no mês de março, quando foi decidido pela suspensão das atividades religiosas.

“Nós fizemos um encontro do instituto no mês de março, quando o governador nos chamou e naquele tempo ele escutou todo mundo e a maioria acordou que seria melhor fechar e foi o que aconteceu. E para reabrirmos, seria só quando os índices começassem a baixar. Mas, pelo que vemos ainda estão subindo”, disse o padre.

Além disso, ele afirma que todos sonham com a reabertura dos templos e retomada das atividades nas igrejas, mas que para isso ocorra tem que ser com segurança para os fiéis.

“Essa é nossa posição, porque todos nós queremos a reabertura, sonhamos com isso, mas nós queremos a vida, não queremos encher a igreja de gente e depois se contaminar”, acrescentou.

Para Francisca Maia, mãe Marajoana de Xangô, dirigente espiritual da tenda de umbanda Luz da Vida, o entendimento é o mesmo.

“Já tinha conversado com o padre Massimo dentro do instituto, que mesmo as igrejas buscando reabrir, eu não ia reabrir logo de início porque não adianta você vir para a igreja louvar a Deus ou ao seu sagrado e colocar as pessoas em risco”, afirmou.

Reabertura

O Acre registrou 15.465 casos de Covid-19, até a quinta-feira (9), de acordo com o boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e ainda apresenta crescimento na curva de contágio.

Um decreto publicado pelo governo do estado por meio do pacto Acre sem Covid estipula critérios para os setores voltarem a funcionar durante a pandemia do novo coronavírus. E para que os eventos religiosos aconteçam é necessário atingir a fase amarela.

No decreto estadual, as fases são definidas por bandeiras: a vermelha é de emergência e as demais fases do planejamento são: alerta, simbolizada pela cor laranja; atenção, pela cor amarela e cuidado na cor verde. A cada sete dias, o comitê faz a avaliação das regionais de saúde para definir a classificação por níveis.

Conforme avaliação do estado, apenas as cidades da regiões Juruá e Tarauacá/Envira deixaram a situação de emergência, ou seja, saíram do vermelho para o laranja, e ainda não podem reabrir os templos. E as demais regiões do Baixo e Alto Acre continuam em emergência.

Mesmo assim, 11 cidades do Acre já liberaram as atividades religiosas, mesmo indo de encontro ao que determina o decreto estadual.

G1

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