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No Acre, entregadores de aplicativos fazem ‘buzinaço’ e reivindicam melhorias

Por Redação Juruá em Tempo. 01/07/2020 12:52
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Um grupo de entregadores de aplicativos fez um “buzinaço” na manhã desta quarta-feira (1) pedindo a valorização da categoria. A ação é contra as baixas taxas repassadas aos motoristas pelas empresas de delivery. Após fazer o ato na Avenida Marechal Deodoro, o grupo ficou reunido na Gameleira, em Rio Branco.

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Os protestos ocorrem em todo o país. Eles montaram uma espécie de “paredão” comas mochilas usadas na entrega. Alisson Rodrigues, um dos motoristas que fez parte do protesto, disse que a categoria quer chamar atenção para a valorização.

“A gente percorre 3 km por R$ 4 a R$ 5 e isso não paga nem combustível, muito menos manutenção da moto. Além disso, a gente quer respeito. Eu mesmo já me envolvi em três acidente com motoristas alcoolizados, muitas vezes as pessoas não respeitam”, conta.

O entregador diz ainda que em Rio Branco estima-se ao menos 500 trabalhadores que prestam serviços para as grandes empresas de aplicativos. Segundo ele, muitas só possuem essa renda.

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“Muitos, como eu, só contam com isso. Minha renda é para aluguel, faculdade e ainda ajudar minha mãe e tem mês que não dá. A gente quer valorização e também acessórios de segurança”, destaca.

Ele diz ainda que o grupo pretende estender o movimento por dois dias. Além dos atos, uma campanha nas redes sociais pede que os clientes não usem os aplicativos de entrega.

Em nota à imprensa, as empresas que integram a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que atuam no setor de delivery, informam que desde o início da pandemia foram tomadas diversas medidas de apoio, como distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza (máscara, álcool em gel e desinfetante) e a criação de fundos para pagar auxílio financeiro a parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco.

Segundo a Amobitec, os entregadores cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas. A associação também informou estar aberta ao diálogo e que a mobilização desta quarta “não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza”.

Fonte: G1.

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