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Quinzena da Mulher Negra discutirá os impactos da pandemia

Por Redação Juruá em Tempo. 16/07/2020 18:07
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De 16 a 30 de julho será realizada a oitava edição da Quinzena da Mulher Negra. A Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM) preparou, em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, Universidade Federal do Acre (Ufac) e Organizações da Sociedade Civil de Defesa da Mulher Negra (OSCs), uma extensa programação de atividades voltada para o tema.

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A abertura será no dia 16 com uma live no Instagram da SEASDHM com o tema “Dia da Mulher Negra e os Impactos da Pandemia”, com a advogada Lúcia Ribeiro e a titular da SEASDHM, Ana Paula Lima.

Entre os assuntos em pauta, será discutido o aumento do índice de violência doméstica contra mulheres, que vem crescendo durante a pandemia do coronavírus.

O confinamento dificulta ainda mais as denúncias, inclusive o acesso a canais digitais, os registros oficiais em boletins de ocorrência e o acesso a pedidos de medidas protetivas.  Esses aspectos potencializam a violência junto com a pobreza e a discriminação, o que aumenta a demanda pelo debate acerca dos direitos das mulheres negras.

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Durante a quinzena serão realizados os seguintes webinários sobre mulheres negras: “Desafios e perspectivas”; “Colorismo e interseccionalidade” e “Como é ser mulher negra no Acre”, além de oficinas e outros eventos.

Linha do Tempo

No Brasil, desde o ano de 2014 comemora-se em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola que viveu no século 18. Tereza se tornou rainha do quilombo do Quariterê, no Mato Grosso, quando o marido morreu.

No Acre, há oito anos a data vem sendo lembrada com a realização de várias atividades, incluindo debates, rodas de conversas, shows temáticos e exposições artísticas que buscam proporcionar discussões sobre o enfrentamento ao racismo, ao machismo, ao feminicídio e a todas as formas de opressão vivenciadas diariamente pelas mulheres negras.

A finalidade é fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade à sua luta e ao seu legado para a sociedade brasileira, principalmente em tempos de pandemia.

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