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Sem poder sair para dançar, idosa de 87 anos desenha e faz tapetes na quarentena para aliviar estresse no Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 20/07/2020 16:29
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Ficar em casa para obedecer as medidas de isolamento não é nada fácil para quem tem uma rotina agitada. Proibida de sair de casa para dançar o forró que tanto gosta, Josefa Alves, de 87 anos, precisou descobrir outras formas de aliviar o estresse e passar o tempo. O jeito foi desenhar e voltar a fazer tapetes de barbante.

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Josefa morava em Goiânia e mudou para o Acre para morar com o filho em setembro do ano passado. Com a pandemia, ela passou a ficar na casa da aposentada Edna Oliveira, no bairro Estação Experimental, que é amiga da família, porque o filho mora na zona rural de Rio Branco e ela ia ficar muito tempo sozinha.

“A gente tem que fazer qualquer coisa para ficar tranquila e se esquecer das coisas. Sinto falta de dançar forró, então, costuro, paro, dou uma voltinha na Edna, converso e volto a costurar. Para mim, foi tudo de bom. Fiz o primeiro tapete”, contou Jô, como é carinhosamente chamada.

Ela revelou que o primeiro hobby que aprendeu na quarentena foi desenhar. Em um caderno, Josefa desenha tudo que ver pela frente ou vem à mente. Tem desenhos de violão, frutas, jarros de flores, pássaros, louça e árvores.

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“Fiz vários desenhos já, preenchi mais da metade de um caderno. Estou fazendo um tapete, aí me lembro de um desenho, paro e vou fazer o rascunho do desenho. Está dando tudo certo. Estou muito bem, feliz”, destacou.

Amiga e companhia

A aposentada Edna Oliveira disse que a família percebeu que Josefa ficava cada vez estressada e nervosa sem sair de casa. Foi aí que surgiu a ideia dela desenhar. Josefa e a família de Edna são amigas de longa data.

“Ela é de casa, não somos parentes, mas somos muito mais que isso. Somos amigos de muito tempo e consideramos ela como mãe, chama minhas filhas de netas. Gosta muito de dançar forró, lá em Goiânia dançava quase todos os dias. Quando chegou aqui eu estava indo com ela, de dois a três dias na semana, mas com pandemia ela foi ficando triste, estressada e nervosa, fomos percebendo que podia ficar perigoso”, relembrou.

A ideia de voltar a fazer os tapetes foi de Josefa mesmo. Segundo Edna, ela recordou que já tinha feito tapetes na juventude e resolveu voltar a costurar. As peças vão ficar na casa de Edna.

Para a aposentada, a atitude e desempenho de Josefa é um exemplo para as pessoas que estão sem saber o que fazer na quarentena.

“Já fez um tapete de barbante, que terminou há uns três dias, mas pela idade e paciência achei que é um belo de exemplo para as pessoas que estão estressadas e não têm o que fazer em casa. Achamos que era uma forma de incentivar os demais com essa atividade dela. Tem muita coisa que podemos fazer para livrar do estresse que a pessoa tem sem fazer nada”, falou Edna.

*Por Aline Nascimento, G1 Acre.

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