Com lives e empregos informais, músicos buscam meios de sobreviver à crise do coronavírus
A crise mundial de saúde causada pelo coronavírus alterou as rotinas de vários setores, um dos que mais sentiu os efeitos da pandemia foi a classe artística, como os músicos da noite, de barzinhos e de casas noturnos. Em todos os locais do mundo o problema chegou sem aviso prévio e deixou os trabalhadores da cultura assustados. Uma das alternativas encontradas pela maioria foram as lives, para angariar recursos para os grupos e para outros a alternativa foram empregos informais.
Para o cantor de Porto Walter (AC) Ricardo Rodrigues, que trabalha na noite há mais de dez anos, a única renda tem sido do trabalho que exerce como funcionário de um supermercado.
“Nós músicos temos enfrentado uma realidade bem dura, porque nossos compromissos e agendas foram todos cancelados, desmarcados, os barzinhos não estão abrindo, os festivais que ocorrem neste período do ano foram todos cancelados”, lamentou o cantor Ricardo Rodrigues.
Já o cantor Frank Lopes encontrou nas lives uma forma de ajudar os demais músicos do grupo que não possuem outros empregos.
“Mudou não apenas a minha rotina, mas de vários colegas. Alguns tem outra renda para driblar esse momento, mas outros dependem exclusivamente da noite. Nós fomos os primeiros a parar de trabalhar e seremos os últimos a voltar. Era uma base de renda que tínhamos com esse trabalho. Eu fiz uma live para tentar ajudar os músicos que trabalham comigo”, explicou o músico Frank Lopes.