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Em greve há cinco dias, funcionários dos Correios no AC ainda aguardam para negociar com a empresa

Por Redação Juruá em Tempo. 22/08/2020 13:49
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Após cinco dias em greve, os servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Acre ainda aguardam para retomar as negociações com a empresa, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa sexta-feira (21), que reduziu o período de dois anos da sentença normativa, que era equivalente ao acordo coletivo, para um ano.

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A presidente do Sindicato dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintec-AC), Suszy Cristiny, informou que eles participam de uma reunião nacional neste sábado (22) e, na próxima segunda-feira (24), eles devem se reunir em frete à sede dos Correios, no Centro de Rio Branco. Por enquanto, o movimento grevista está mantido.

“No ano passado a gente fez uma greve e resultou em uma sentença normativa do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e essa sentença foi proferida com uma validade de dois anos, só que a empresa recorreu ao STF porque não quer pagar os dois anos e realmente, desde o dia 1º de agosto a empresa retirou 70 cláusulas. O que ocorreu foi que o STF julgou ontem e foi mantido o que a empresa queria que era a validade por apenas um ano”, explicou Suzy.

Em greve por tempo indeterminado desde a noite do último da 17, os servidores fizeram uma carreata pelo Centro de Rio Branco para pedir melhorais de trabalho e contra a privatização da empresa no dia 18.

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“A greve vai continuar, porque agora a gente está sem nada mesmo. No início do mês a empresa tinha retirado, mas era irregularmente. Só que agora com esse aval do STF, a gente tem que retomar às negociações. Em julho nós tivemos três reuniões e dia 28 a empresa disse que não tinha mais negociações e, diante disso, agora nós vamos retomar as negociações, provavelmente mediadas pelo TST, e acredito que vamos passar por um novo julgamento. Então, a greve continua”, disse.

No início desta semana, em nota, os Correios afirmaram que já colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da greve no atendimento à população, remanejou servidores administrativos para ajudar na operação e faz mutirões para garantir a continuidade dos serviços.

Ainda segundo a empresa, nenhum direito dos trabalhadores foi retirado, mas alguns que extrapolavam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foram readequados.

Fonte: G1 Acre.

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