Rocha ‘lava as mãos’ sobre candidatura de sargento Adônis do PSL para prefeitura de Cruzeiro do Sul
O vice-governador Wherles Rocha saiu pela tangente quando perguntado se apoiaria a candidatura do sargento Adônis Souza pelo PSL em Cruzeiro do Sul. Recém filiado ao PSL, Rocha trabalhou em prol de uma aliança entre o PSDB e o MDB em Cruzeiro do Sul, através de uma chapa com Fagner Sales (MDB) e o presidente da Associação Comercial de Cruzeiro do Sul, o empresário Luís (PSDB).
A candidatura de Adônis Souza foi construída principalmente a partir das representações de segurança pública da cidade.
Rocha disse que essa será uma decisão do presidente do PSL no estado, Pedro Válerio e que sua preocupação será apenas com a candidatura de Minoru Kimpara (PSDB). A declaração foi dada durante uma coletiva durante a entrega de equipamentos de alimentação em Cruzeiro do Sul.
Apesar de pouco apoio político, Adônis pode acabar sendo o ‘azarão’ das eleições deste ano. O favorito ainda é Ilderlei Cordeiro, mas pode ser impedido de concorrer a depender do resultado do processo no TRE. Fagner Sales tem de largada, uma forte rejeição, e boa parte da população se declarada ‘cansada’ de que a eleição seja disputada sempre pelos mesmos nomes. Marcelo Siqueira (PT) seria outra opção, com experiência na área de saúde pública, mas a rejeição ao PT dificulta que se torne uma candidatura viável.
O PSL cresceu no estado a partir da onda bolsonarista, mas após a saída do presidente, o partido tem se desvinculado do bolsonarismo, embora permaneça como um partido de direita. Diante do fracasso da tentativa da criação de um partido próprio, o ‘Aliança pelo Brasil’, Bolsonaro sugeriu que poderia tentar seu retorno ao PSL . A reação de um dos nomes fortes do partido, o Major Olímpio (SP) foi negativa: “Quem disse a ele que o PSL o quer de volta? É uma reconciliação impossível e, se a maioria do PSL tiver vergonha na cara, não o aceita. Mais fácil o PSL aceitar a filiação do Lula”, disse o senador à coluna da Revista Época.