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Criança com paralisia cerebral é adotada por casal de professores de RO após 3 anos em abrigo no AC

Por Redação Juruá em Tempo.20 de setembro de 20206 Minutos de Leitura
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Foi com um sorriso no rosto e no colo da nova mãe que um menino de 4 anos de Xapuri, interior do Acre, deixou o abrigo Alto Acre em direção a uma nova vida: um lar com os irmãos e os pais adotivos. A Justiça acreana concedeu a guarda provisória da criança, que tem paralisia cerebral, para um casal de professores universitários de Ji-Paraná, em Rondônia.

A criança estava no abrigo há mais de três anos após a Justiça determinar que saísse dos cuidados da mãe biológica por causa de maus-tratos. Para conhecer o filho, o casal, que tem dois filhos biológicos, um menino de cinco anos e uma menina de 10, viajou até o estado acreano para buscar o filho e retornou para casa na terça-feira (15).

Na quarta (16), o menino foi recepcionado pelos demais parentes no estado rondoniense e iniciou o processo de adaptação e convivência por seis meses com a nova família. Após esse período, a Justiça vai definir se concede ou não a guarda definitiva para o casal.

O G1 conversou com o pai adotivo da criança. A pedido da família, a reportagem não vai divulgar o nome do menino e nem dos pais.

“É alguém que estava sendo aguardado há muito tempo, deu tudo certo até aqui e sabemos que estamos no início. Às vezes, tem toda essa questão da euforia, até pela própria criança, vamos ter os desafios de uma família comum, de irmãos que se desentendem, mas isso é família. Ao final do processo, ou até mesmo antes, vamos pedir a guarda definitiva dele”, contou o pai.

O menor estava instalado no Abrigo Alto Acre, em Brasileia, cidade vizinha, porque Xapuri não tem abrigo infantil. A audiência que concedeu a guarda ocorreu na Comarca de Xapuri, presidida pelo juiz de direito Luis Gustavo Pinto, com a presença de representantes do Ministério Público do Acre (MP-AC) e da Assistência Social do abrigo.

“Não pensamos de forma nenhuma reaver ele para situação em que estava, isso só irá acontecer se for para o bem dele. É uma criança muito especial, carinhosa e atenta ao que está acontecendo. Mesmo com as limitações dele, se vira muito bem, é muito amável e acolhe muito bem as pessoas. Meus outros filhos abraçam, beijam ele. Foi fácil essa relação pela forma como ele é com as pessoas”, disse o pai, orgulhoso.

Limitações

Devido à paralisia, a criança ainda não anda e nem fala bem. O pai contou que a família já entrou em contato com médicos e órgãos que dão suporte para crianças com deficiência para iniciar o tratamento com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropediatras e outros médicos.

“Isso comprometeu os movimentos do lado esquerdo dele, então, dificulta a mãozinha, a perna e, consequentemente, não anda ainda. Mas, tem potencial tendo acompanhamento, tem dificuldades e fica basicamente no chão e não engatinha. Também não fala, mas se comunica e diz algumas palavras monossilábicas como ‘oi’, ‘boa noite’ e ‘tchau’. Mas, se percebe que tem um entendimento das coisas, que reage”, destacou.

Logo que souberam que eram candidatos à adoção do menino, o professor revelou que ele e a esposa ficaram preocupados se tinham capacidade e estrutura adequadas para receber a criança. O casal está inscrito no Cadastro Nacional de Adoção sem restrições, disponíveis para todos os tipos de adoção.

“Entraram em contato conosco pedindo uma resposta. Fomos nos habilitando às etapas e nossa maior preocupação era sobre a debilitação dele, como reagiria ou se o local onde nos encontramos é propício para que pudesse dar toda assistência. Mas, entendemos que sim, do ponto de vista familiar, temos estrutura para recebê-lo, dar o melhor e ele também se adaptou”, afirmou o pai.

Contato on-line

O primeiro contato com o menino foi feito on-line. Após a Comarca de Xapuri encontrar os pais no Cadastro Nacional de Adoção, o juiz responsável pelo processo, Luis Gustavo Pinto, contou que foi estabelecido um estágio de convivência virtual dos pais adotivos com o menino durante cinco dias devido à pandemia.

“É uma questão, inclusive, inédita no Acre. Eram realizadas três vezes por dia, manhã, tarde e início da noite, ligações por videochamadas sempre acompanhadas das equipes técnicas para analisar a respeito da viabilizar o melhor interesse para a criança. Após esse período, foi elaborado um relatório técnico circunstanciado favorável a continuação do procedimento que sucedeu a aproximação física, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA]”, complementou.

Determinado que o processo de adoção iria seguir, o casal foi orientado a viajar até o Acre para conhecer pessoalmente a criança e iniciar outro processo: o contato físico e a convivência. Para o professor, as conversas por telefone só aumentavam a vontade de conhecer pessoalmente a criança e saber qual seria a reação dela.

“A medida em que íamos conversando on-line, foi criando nele, segundo quem cuidava dele, uma expectativa. Toda ligação ele achava que era para ele. Quando chegamos para conhecê-lo, fizemos uma brincadeira: conversamos com ele on-line e chegamos lá”, relembrou.

O professor explicou que a esposa sempre planejou ter um terceiro filho pela adoção. Os filhos biológicos já cresceram nessa expectativa de ter outro irmão ou irmã.

“De longa data minha esposa já tinha esse projeto de vida. Queria ter os filhos e sendo o terceiro pela adoção e agora se concretizou. Desde que os meus filhos nasceram já ouvem que temos o desejo de adotar. Estávamos ansiosos para isso”, confidenciou.

A opinião e acolhimento dos filhos biológicos, inclusive, foi motivo de uma conversa com o juiz Luis Gustavo. Ele ouviu as crianças e perguntou se elas estavam confortáveis com a chegada do irmão.

“Perguntei aos irmãos se estavam contentes com a possibilidades de ganhar um outro irmão e foram muito firmes e decisivos em concordar com a pretensão dos pais na adoção. Vai ser feito o acompanhamento de 180 dias por carta precatória, vão receber a visita de assistente social local, que vai encaminhar relatórios bimestrais. Com a chegada do terceiro relatório, vamos marcar uma nova audiência para decidir pelo deferimento ou não da adoção, seguindo sempre pela melhor condição para a criança”, concluiu o magistrado.

Fonte:G1Acre.

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