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Justiça determina que Flordelis use tornozeleira eletrônica e fique em recolhimento domiciliar

Por Redação Juruá em Tempo.18 de setembro de 20202 Minutos de Leitura
A deputada federal Flordelis, fala sobre a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo.
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A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira (18) que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) seja monitorada por tornozeleira eletrônica e fique em recolhimento domiciliar das 23h às 6h.

A decisão foi da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói.

Flordelis e os filhos são réus em processo sobre a morte do marido, pastor Anderson do Carmo, assassinado dentro de sua casa em Niterói, em junho do ano passado. A deputada é acusada de ser a mandante do crime, mas não pode ser presa em razão de sua imunidade parlamentar.

Resumo

  • O inquérito concluiu que Anderson foi morto por questões financeirase poder na família — o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, hoje rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.
  • Flordelis é uma das 11 pessoas denunciadas pelo Ministério Público do RJ, incluindo 7 filhos do casal presos.
  • Após o crime, Flordelis relatou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto em um assalto.
  • A deputada vai responder por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento, ela responderá por tentativa de homicídio.

Defesa na Corregedoria da Câmara

Flordelis entregou na quarta-feira (16) à Corregedoria da Câmara dos Deputados a defesa por escrito no processo a que responde por quebra de decoro parlamentar. O caso pode levar Flordelis à perda do mandato.

A entrega foi feita com uma procuração encaminhada pelo advogado Rafael Oliveira, que compareceu à Câmara e não quis gravar entrevista – disse que falará “no momento oportuno”. A deputada não participou da entrega.

No último dia 9, Flordelis recebeu a notificação do processo que corre na Câmara em seu apartamento funcional, em Brasília, das mãos do corregedor. O prazo de cinco dias úteis para a entrega terminava nesta quarta, mas poderia ser prorrogado a pedido da parlamentar.

Fonte:G1.
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