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Lagarta mandarová pode destruir plantação inteira em poucos dias

Por Redação Juruá em Tempo. 05/11/2020 09:35
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A lagarta mandarová só precisa de poucos dias para devorar uma plantação inteira. A mandarová é uma das pragas mais perigosas na cultura da mandioca. Ela passa por cinco fases de desenvolvimento e, quando não é detectada no início, pode destruir todo o roçado. O mandarová pode medir entre 2 e 12 centímetros.

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Comum no Acre, sobretudo, no período de chuvas, a presença da praga foi detectada mais uma vez durante uma visita técnica do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) em uma propriedade que fica na Vila Santa Luzia, na zona rural do município de Cruzeiro do Sul.

O engenheiro agrônomo do Idaf, Igor Figueiredo disse que a preocupação é porque em poucos dias a praga acaba com toda a plantação.

“Isso devido à velocidade com que ela se prolifera e com que ela ataca também, visto que a lagarta tem um ciclo de 30 a 50 dias e se alimenta das folhas que a planta vai utilizar para fazer a fotossíntese para se desenvolver. Com esse ataque, ela vai causar um prejuízo à planta, pois ela não vai se desenvolver, não vai ter anticorpos e o produtor vai ficar no prejuízo”, explica.

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A área onde a equipe do Idaf detectou a presença da praga pertence ao produtor José Pereira, que planta mandioca há mais de 30 anos. Ele conta que viu pela primeira vez o roçado ser atacado pela mandarová.

“Ela não conseguiu comer o olho. Segunda o engenheiro, a plantação sobrevive, mas as que foram comidas até a folha do olho essas são perdidas porque elas não conseguem sobreviver. Mas, eu costumo de dois em dois dias olhar e ficar fazendo acompanhamento para que não aconteça esse tipo de coisa, aqui nesse terreno é a primeira vez que deu a lagarta, nunca tinha dado”, disse.

O engenheiro explica que parte da plantação de Pereira pôde ser salva, pois o problema foi identificado no início e o produtor conseguiu quebrar o ciclo biológico da mandarová.

“Tem que ter um olhar bem atento, a gente pede a quem vir a mariposa, porque ela é uma mariposa marrom, já é bom começar a monitorar desde os primeiros sinais. Ela é uma lagarta de 5 milímetros que já e um pouco difícil de ver, mas a gente pede que nos primeiros sinais o produtor já esteja atento e comunique o Idaf”.

Esse foi o primeiro ataque do ano na região do Vale do Juruá registrado pelo Idaf, de acordo com o engenheiro. Ele afirmou que os ataques ocorrem sempre no início ou no fim do período de chuvas na região e os produtores precisam ficar atentos para não perder o controle da situação.

“A recomendação é que o produtor visite seu roçado todos os dias e faça uma vistora e, a qualquer sinal da praga, informe o idaf.”

Combate

Além da catação, Figueiredo disse que há outra forma de combater a praga que é utilizando o baculovírus, um bioinseticida feito a partir do adubo de lagartas adultas mortas.

“Você pega as lagartas que ficam penduradas, porque já estão mortas, elas ficam agarradas pelos últimos dois pés na planta, você coleta e esmaga todas elas em um vaso e vai criar uma calda e, dessa calda, você vai coar, colocar no pulverizador e é só aplicar no roçado”, explicou o engenheiro.

  • Por Gledisson Albano, do G1 Acre.
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