Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Jovem desaparecido é encontrado morto às margens de rio no interior do Acre
  • Vídeo flagra carro na contramão atropelando motociclista no interior do Acre; motorista foge sem prestar socorro
  • Justiça eleitoral busca mesários voluntários e faz alerta para prazos em Cruzeiro do Sul
  • Cheias do Rio Acre têm causas além do El Niño e La Niña, revela estudo da Ufac
  • MPAC instaura investigação sobre incêndio florestal em área de 13 hectares em Porto Walter
  • Chuva de meteoros Líridas poderá ser vista do Brasil com ajuda da Lua
  • Menina de 12 anos morre após ter o cabelo sugado pelo ralo em piscina
  • Acre garante presença na Copa Brasil de Muay Thai pelo segundo ano consecutivo
  • Quem é Bianca Coimbra, amiga que ‘deu pito’ em Neymar
  • Empresa dos EUA compra única mina de terras raras do Brasil por US$ 2,8 bi
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
terça-feira, abril 21
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Mais Notícias

Pesquisadores da Ufac descobrem verme em inseto comum na Amazônia que pode causar cegueira

Por Redação Juruá em Tempo.2 de novembro de 20204 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac) fizeram uma importante descoberta. Durante um estudo sobre a Leishmaniose, doença causada pelo mosquito Catuqui, encontraram dentro do inseto um tipo de verme que pode causar, entre outros problemas de saúde, a cegueira.

A professora Andreia Brilhante é doutora em saúde pública e lidera a pesquisa que trouxe novidades para ciência. Para a descoberta, ela e uma equipe de pesquisadores fizeram um trabalho de campo na zona urbana e rural da cidade de Xapuri, cidade que fica a 187 quilômetros da capital do Acre, Rio Branco.

“Nós iniciamos a pesquisa com Leishmaniose em Xapuri no ano de 2013, em virtude de uma demanda da Secretaria Estadual de Saúde já que Xapuri é uma das cidades que mais notificam casos de Leishmaniose no Acre. Então, começamos a fazer as coletas de vetores para entender um pouco a epidemiologia na região e começamos a estudar essas populações de vetores. Lá, conseguimos coletar em dois anos, em média, 30 mil exemplares de insetos”, disse a pesquisadora.

Durante o estudo, para a surpresa dos pesquisadores, foi encontrado um verme, cuja espécie ainda não foi identificada, dentro de dois dos mosquitos analisados.

“Nós estávamos dissecando as fêmeas na busca desses parasitas que causam Leishmaniose e, por uma casualidade, nos deparamos com um verme. Por esse motivo, contatamos a Fiocruz de Pernambuco, que é um dos centros de referência em filariose – doença causada por vermes – no Brasil, e enviamos os exemplares. Lá, com apoio deles, chegamos à conclusão que se trata de um verme, que não sabemos a espécie ainda, mas pertencia a um gênero de importância médica na Amazônia e no mundo”, afirmou.

A pesquisa está catalogada em um artigo científico. O que se sabe até agora é que a descoberta é importante para a saúde pública. O verme pode trazer o risco de doenças para o ser humano.

“Para o ser humano, existe uma espécie que pode causar nódulos, principalmente, na região dos gânglios ou na pele, também a pele pode ficar com aspecto rugoso, ressecado, com falta de pigmentação. E também há casos em que os vermes podem migrar para o globo ocular e causar cegueira.”

A Leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito Catuqui ou Mosquito-Palha, que são comuns em países de clima quente e úmido, e costumam aparecer em zonas de mata. A doença causa feridas na pele, que podem evoluir para feridas nas mucosas, como a boca e o nariz.

É importante lembrar que nem todo mosquito Catuqui transmite a Leishmaniose. A doutora Andreia diz que existem medidas de prevenção que devem ser seguidas, principalmente pelos trabalhadores da zona rural.

“Durante suas atividades de trabalho na floresta, que eles possam usar roupas de manga comprida e, se possível, usar repelentes. Se a residência é próximo à área florestal ou dentro da mata, que se tele a casa. Mas principalmente é preciso uma conscientização, porque, no caso da Leishmaniose, aparece a ferida, que não sara e, muitas vezes, a pessoa demora muito tempo para buscar o serviço para tratar. Quanto mais cedo diagnosticar, mais sucesso terá o tratamento”, alertou.

Com a existência de um verme dentro do mosquito Catuqui, a comunidade científica quer conseguir agora outras informações sobre o mosquito.

“Agora, precisamos fazer mais coletas, encontrar novamente esses insetos infectados e utilizar de novas tecnologias para que, de fato, a gente consiga chegar na espécie que se trata esse verme e também estudar a importância do inseto na transmissão desses vermes. Então, é um campo de pesquisa que se abre e que há necessidade de mais investimentos e tempo para que a gente consiga elucidar essa questão que foi levantada”, concluiu.

  • Fonte: G1 Acre.
Por:
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.