Por falta de acessibilidade, eleitora é carregada por militares para votar em Manaus
A cadeirante Socorro Pereira, de 58 anos, precisou ser carregada por militares do Exército até seu local de votação, em uma escola de Manaus, na manhã deste domingo (15). A eleitora votou na Escola Estadual Ruth Prestes Gonçalves, na Zona Norte.
O Amazonas tem, hoje, cerca de 12 mil eleitores com deficiência. Mais de 50% só na capital e o restante nos demais municipais. De acordo com o TRE, cabe aos juízes eleitorais responsáveis pelas zonas viabilizar o acesso a eleitores especiais sem que solicitado. Eles também podem exigir acesso facilitado às seções eleitorais.
Socorro contou que, no início do ano, começou a usar cadeira de rodas e solicitou junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) a troca do local de votação, já que sempre era no segundo andar. Porém, ela foi informada que não seria necessária a troca, pois ela teria auxílio de profissionais para subir.
Socorro disse que foi infectada pela Covid-19, mas conseguiu se recuperar da doença. Ela conta que o episódio a levou a querer “comemorar a vida” e que deseja exercer a função de cidadã.
“Uma pessoa de respeito, de responsabilidade, que merece o meu voto. Então eu fiz esse sacrifício também por conta dessa pessoa”, declarou.
O local de votação não possui rampas ou elevadores para o segundo andar. Após exercer o direito do voto, Socorro também recebeu auxílio dos militares para descer de volta ao primeiro andar.
Fonte: G1.