Início / Versão completa
Acre

Chuva de 50 milímetros em 5 horas alaga rua e casas de seis bairros na Capital

Por Redação Juruá em Tempo. 27/01/2021 12:51
Publicidade

Pelo menos seis bairros de Rio Branco tiveram ruas e casas alagadas após mais de 5 horas de chuva que atingiu a capital ainda na madrugada, desta quarta-feira (27).

Publicidade

A chuva começou em algumas regiões por volta de 1h, segundo informou o coordenador da Defesa Civil municipal, major Claudio Falcão. Nestas poucas horas, foram 50,8 milímetros de chuvas acumulados até o início da manhã.

“Isso é muita chuva, nós temos diversos pontos de alagamentos na cidade como. Tivemos na Vila Acre, Bom Jesus, Santa Inês, Airton Sena, Plácido de Castro, Cidade Nova”, informa Falcão.

O acumulado de chuvas nos primeiros 24 dias do ano já ultrapassou em mais de 50% o esperado para todo o mês de janeiro em Rio Branco. O acumulado previsto para o primeiro mês do ano é de 288 milímetros. No entanto, até o dia 24 tinham sido registrados 437 milímetros de chuva na capital.

Publicidade

“Dentro destes pontos de alagamentos que acaba chegando nos quintais, nas vias públicas, o local mais grave nesse momento fica no bairro Plácido de Castro. Nós despachamos uma guarnição do Corpo de Bombeiros para o local por causa de algumas casas que estão inundadas e estou com nossa equipe também na rua, e estou apenas aguardando o retorno do posicionamento dos Bombeiros para ver as providências”, acrescenta.


Moradores do bairro Plácido de Castro tiveram casas e ruas alagadas — Foto: Maria da Silva/arquivo pessoal

Acordados desde a madrugada

A auxiliar de serviços gerais Maria da Silva, de 35 anos, mora no bairro Plácido de Castro e desde as 3 horas da madrugada está acordada para tentar subir os móveis da casa que foi alagada pela água da chuva.

“Alagou tudo, não só a rua, como as casas. Isso é uma coisa que já acontece desde de 2013, é esse sofrimento e toda chuva que tem, transborda. Quando começa a chover a gente já levanta, aqui começou 3 horas da manhã e já estava todo mundo acordado, a rua toda no movimento”, conta.

Maria afirma que já perdeu vários móveis e o sossego. A cada chuva forte é o mesmo transtorno que os moradores da região vivem.

“A situação é aquela: a água lá em cima, a gente acaba perdendo as coisas, tem que subir, aí é um morador ajudando o outro. Já perdi guarda roupa, rack, as coisas que ficam no chão é só o básico mesmo”, lamenta.

O coordenador disse que as ocorrências e chamados ainda estão em andamento e que ainda não é possível apresentar dados de quantas casas ficaram alagadas.

“Está em andamento e, normalmente, a gente trabalha mais com a questão de chamamentos, mas como tivemos uma chuva longa e gradual, então, não choveu tanto de uma única vez, o que fez ter menos ocorrências, contudo a gente tem diversas e sempre haverá por conta da drenagem, do lixo jogado ali, e a manutenção de córregos que nem sempre é feita no tempo hábil e correto. Então, a gente vai sofrendo com isso”, pontua.

Além das ruas alagadas, o nível do Rio Acre apresentou uma elevação rápida no início da manhã. Na medição das 9h o manancial chegou a cota de 11, 57 metros e subiu quase 20 centímetros em três horas. Na medição das 6 horas ele estava em 11,38 metros.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.