Recado foi dado pelo governador duas vezes, na sua chegada no aeroporto e durante o ato de entrega das vacinas. Mesmo num momento em que se comemora a chegada das primeiras 40 mil doses de vacina, sendo 1.885 destas para Cruzeiro do Sul, o governador Gladson Cameli alertou para a necessidade em se manterem as medidas preventivas de distanciamento social, uso de máscaras e higiene pessoal para evitar a tomada de medidas mais rigorosas por meio de decreto.
Em Cruzeiro do Sul serão vacinadas nesta primeira fase 933 pessoas: 34% dos profissionais de saúde, priorizando aqueles que estão na linha de frente no combate à pandemia, a quase totalidade dos idosos institucionalizados (como os do Lar dos Vicentinos, por exemplo) e a totalidade dos indígenas aldeados acima de 18 anos, que correspondem a cerca de 400 Noke Koi da Terra Indígena Katukina do rio Campinas, única área indígena de Cruzeiro do Sul.
Isso significa que a primeira etapa de vacinação não cobre nem mesmo a totalidade prevista para a primeira fase de imunização e corresponde a um universo ainda proporcionalmente pequeno em relação ao total da população. A expectativa do governador, é que outros dois milhões de doses, desta vez, da Oxford, cheguem ao país nessa semana.
Enquanto isso, os leitos de UTI do hospital de campanha destinados ao COVID 19 estão no limite das 10 vagas. Basta caminhar alguns minutos em Cruzeiro do Sul para perceber que boa parte da população não tem aderido ás medidas preconizadas para evitar o contágio.
Aglomerações em bares, festas clandestinas e falta de zelo na visita a familiares podem agravar o cenário da saúde no estado, e em Cruzeiro do Sul, particularmente.
Ao apelo do governador, soma-se também ao do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, que em seu discurso durante o ato de recebimento das vacinas, fez questão de reforçar a necessidade do cuidado, mesmo agora com a vacinação sendo uma realidade.
Ao ameaçar com um decreto de fechamento do comércio, Gladson sinaliza que quer evitar cenas dramáticas como as que assistimos em Manaus, nem que para isso tenha de tomar medidas impopulares, como o fechamento do comércio e demais atividades.

