Rio Branco, Acre, 3 de março de 2021

Em meio ao aumento exponencial de casos de Covid-19, estudantes prestam primeira prova do ENEM em Cruzeiro do Sul

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Com reportagens de Jordano Altheman, do Juruá em Tempo.
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O governo federal acabou ganhando a queda de braço na justiça para que o ENEM ocorresse neste dia 17. A decisão da Justiça Federal de São Paulo ocorreu há de cinco dias, pela manutenção da data. Desde então, o país assiste a um crescimento abrupto no número de casos de infectados.

No estado vizinho, Amazonas, o governo federal brigou na justiça para a manutenção da data mesmo sob decreto de calamidade pública e toque de recolher, após colapso do sistema de saúde pública. Em Cruzeiro do Sul, onde a doença vinha, até então, sendo mantida sob relativo controle, possui atualmente oito pacientes internados na UTI. Há a previsão de chegar mais quatro pacientes para a Unidade: dois do Amazonas, um de Tarauacá, e um de Feijó.

Ainda assim, os estudantes procuram se adequar às medidas de proteção para a realização das provas; em um ano letivo atípico, cuja desigualdade de condições ao ensino de qualidade ficou ainda mais evidente pela limitação dos meios para o acompanhamento das aulas remotas.

Sem curso particular, Marcos Lopes Jr., de 21 anos, estudou em casa “minha expectativa é conseguir uma bolsa de estudo para uma faculdade melhor”, disse.

Prestando o ENEM pela terceira vez, Glaucia dos Santos, 21, reconhece que o risco representado pela pandemia e a suspensão das aulas atrapalhou a preparação. Ainda assim, almeja entrar no curso de Engenharia Florestal, na Ufac. “Quem não tem o sonho de entrar uma faculdade federal, apesar de que esse ano foi bem difícil se preparar. A pandemia, atrapalhou muitas coisas”.

Se os cursos de medicina já eram um sonho para muitos estudantes, nesse ano a pandemia parece ter colocado em evidência também a biomedicina, área responsável, por exemplo, pela realização de exames e pelo desenvolvimento de vacinas. É o caso de Cristian Lucas, 18. Sabendo da alta pontuação exigida para passar em um dos dois cursos, Cristian buscou se preparar por meio de cursos on-line, adaptando-se a metodologia de aprendizado. “Me preparei muito e estou confiante, não estou nervoso. Apesar que nesse ano foi totalmente perturbado por causa do coronavírus; mas a gente estudou em casa. Foi fazendo prova e estudando em cursinhos on-line”. Apesar da dedicação, Cristian aponta que os anos de estudo presencial foram determinantes para que obtivesse um bom conhecimento em redação. “Tive bons professores tanto no São José quanto no Craveiro”.

Kailane Nascimento, 17, deseja cursar medicina para atuar na área de pediatria. Embora ela saiba que a dedicação pessoal de cada um tenha contado muito, reconhece que as aulas não presenciais perdem qualidade pela falta de apoio emocional aos estudantes. “Foi muito difícil, para todos e teve gente que nem pegou no livro. Estudei mais nas últimas semanas, e estou um pouco nervosa. A escola deu bastante apoio. Só não recebeu quem não quis; mas não é a mesma coisa; você tem que fazer sozinho, não tem apoio de ninguém”.

Sarah Barbosa, 18, aponta que a falta dos professores em sala trouxe dificuldades, mas tem boas expectativas quanto à realização da prova. “Espero que eu esteja certa, que dê tudo certo. É muita pressão estar no último ano. Estudar foi difícil, se adaptar ao ensino a distância foi complicado. Da parte dos professores foi tudo certo, eles estiveram presentes nas atividades, deram as redações para a gente se preparar; mas a falta presencial dos professores em sala de aula foi a maior dificuldade”.

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