A greve dos ônibus de Rio Branco impõe situação extrema a moradores de bairros periféricos. Nesta quarta-feira (22), Maria Sueli, moradora do polo Belo Jardim, percorreu mais de 20km em uma cadeira de rodas com destino ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), conhecido como Pronto-Socorro, para buscar medicação para um problema na coluna. O casal saiu de casa às 5h da manhã.
O marido de Maria Sueli explicou que a família não tem condições de arcar com o custo de um carro de aplicativo. “Não temos dinheiro para o Uber, então viemos assim”, disse ele. Segundo ele, a situação no bairro já era difícil antes da paralisação: “Lá já é difícil de ônibus, que ele passa de 5 em 5 horas e com essa greve piorou.” O homem acrescentou que a esposa tem duas fraturas na coluna e não pode ficar sem a medicação. “O negócio é difícil sim”, afirmou.
Maria Sueli também falou sobre o agravamento causado pela greve. Segundo ela, à noite o serviço de ônibus no bairro já é bastante limitado. “De noite ele só tem uma viagem até às 8h”, relatou. Por isso, passou a madrugada com dores e iniciou o trajeto já em sofrimento. “Eu passei a noite com dor. Eu já vou aqui com dor já. E andando nessa cadeira aqui no balançante fica muito mais difícil”, disse a moradora.

