Rio Branco, Acre, 24 de fevereiro de 2021

Governo realiza visita técnica em plantio de café com representantes de prefeituras

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Assessoria.
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Aproximar as prefeituras municipais dos produtores e inseri-las no circuito de incentivo ao agronegócio são objetivos do Plano de Agronegócio do Acre para os próximos dez anos. Pensando nisso, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio, liderou uma visita técnica a plantios de café em Acrelândia na última semana.

A visita foi realizada após um convite do produtor rural Wagner Álvares, que possui, atualmente, 55 hectares de café plantados no município. Estiveram presentes na visitação o secretário de Estado de Produção e Agronegócio, Edivan Azevedo, juntamente com seu corpo técnico, o prefeito de Acrelândia, Olavinho Rezende, e o prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes, ambos com seus secretários de Agricultura Mauro Ramalho e José Ronaldo, respectivamente.

Participaram também Sandro Marcelo, secretário de Agricultura de Capixaba, e Adevilson Queiroz, representando Plácido de Castro. O deputado estadual Antônio Pedro, os vereadores de Acrelândia Rozeno e Gilberto, e a vereadora Socorro Formiga, de Plácido de Castro, estiveram no evento, como fundamentais para aprovação das leis de incentivo à produção rural.

A cafeicultura é uma das cadeias de produção contempladas no Plano de Agronegócio do Acre, e ter os poderes municipais em sintonia com o Estado é de suma importância para alcançar os objetivos firmados. “O governo estadual busca mostrar aos gestores públicos municipais a grande oportunidade de produção rural que é o café. Dentro do nosso plano para os próximos dez anos, o Acre está com o foco na produção rural e no investidor”, afirmou Edivan Azevedo, secretário de Produção e Agronegócio.

Atualmente, o estado do Acre possui 1.100 hectares de lavouras espalhados pelo estado, sendo Acrelândia e Manoel Urbano os municípios com maior volume de produção. Em cada hectare é possível cultivar até três toneladas do produto para comercialização, o que equivale a 22 milhões de reais anuais circulando, por intermédio da cafeicultura, para a mão do produtor rural.

O produtor Wagner Álvares ressalta a importância da aproximação do poder público com a iniciativa privada para otimizar os resultados da cadeia de valor do café no território acreano. “Estamos em conversa com as secretarias competentes acerca dos desafios para os próximos anos. É necessário uma política do governo quanto à fiscalização fitossanitária, além de incentivo fiscal quanto a desoneração no custo da produção. Com isso, teremos uma maior valorização do que é produzido em nosso estado”, disse.

O objetivo do produtor é alcançar a produção de 10 mil sacas de café até o final da década, além de implantar uma indústria que contemple toda a cadeia produtiva, com a instalação de máquinas e equipamentos modernos para colheita, secagem, descasca, torrefação, empacotamento e comercialização de grãos torrados e café moído para distribuir na nossa região um café elitizado, com alta qualidade agregada ao produto regional.

Edivan Azevedo aproveitou para ressaltar o esforço do governo para garantir a comercialização do produto. “Atualmente somente 12% do café consumido no estado é produzido aqui. Com o aumento da produção, a tendência é que esse abastecimento seja suficiente para suprir o mercado interno”, informou.

O café avançando nos municípios acreanos

A cafeicultura é um exemplo de agronegócio que facilmente se adequa ao modelo de agricultura familiar. Sua produção pode ser realizada em pequenos, médios e grandes plantios, o que facilita sua inserção em pequenos e grandes polos comerciais.

Enxergando a produção do café como uma oportunidade, o secretário de Agricultura de Plácido de Castro fortalece a necessidade dos poderes andarem em conjunto neste fomento. “O crescimento da cafeicultura em nosso estado é de extremo interesse do nosso município. Através de estudos da Embrapa, foi concluído que mais de 90% do solo de Plácido de Castro é propício para a produção de café. Estreitando nossos laços, podemos encurtar o caminho da produção até a comercialização, fomentando nossa economia”, afirmou.

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