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Política

Leo de Brito diz que vai acionar STF contra militar bolsonarista que ameaçou manifestantes no Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 23/01/2021 08:34
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O deputado federal Leo de Brito (PT) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 22, para repudiar as declarações do acreano e sargento aposentado do Exército Brasileiro, Marcos Pires, que ameaçou os manifestantes que irão participar neste sábado, 23, de um protesto a favor do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), nas proximidades da Uninorte, marcado para às 15 horas.

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Após a repercussão do comentário, Marcos Pires desativou o Facebook na noite desta sexta-feira (22). A ameaça foi feita em uma publicação na página do ac24horas, que informava o local e a data do protesto. Marcos Pires acabou virando notícia ao ameaçar que iria praticar “sua mira na cabeça de manifestantes”.

“Vou praticar tiro ao alvo em movimento na cabeça de esquerdopatas”, escreveu

Em nota, o petista afirmou que Marcos Pires segue a mesma linha radical de Jair Bolsonaro, que quando esteve no Acre em 2018, durante sua campanha eleitoral à presidência da República, ameaçou publicamente de metralhar os petistas do Acre.

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Leo afirmou que irá protocolar uma representação junto ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para abertura de inquérito civil, e posterior propositura de ação penal pelo crime de ameaça.

Em outro trecho, o petista afirmou que irá solicitar formalmente que o Comando do Exército no Acre investigue a postura do militar em questão, e encaminhar o material ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Morais, que investiga os atos contra o estado democrático de direito.

Leo pediu ao governo do Acre que adote providências junto às forças policiais, no sentido de garantir a integridade e segurança das pessoas que vão participar do protesto pacífico marcado para acontecer neste sábado em Rio Branco.

“Esse tipo de comportamento odioso fere a Constituição Brasileira e representa grave ameaça ao estado democrático de direito e à liberdade de expressão. É inaceitável!”, afirmou.

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