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Política

Uma disputa entre Gladson e Petecão não interessa a Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá em Tempo. 09/01/2021 13:42
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Quando se lê as colunas políticas da capital Rio Branco, tem se a impressão de que uma candidatura de Petecão disputando o governo contra Gladson é dada como inevitável. Olhando a partir de Cruzeiro do Sul, essa perspectiva é totalmente outra. PP e PSD estão dividindo a prefeitura de forma não apenas harmônica, mas numa total sinergia entre Zequinha e Henrique.

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Dá para arriscar o palpite de que a prefeitura de Cruzeiro do Sul tem possibilidade de nos próximos anos se tornar um exemplo de sucesso político e administrativo, e não será possível separar se é uma vitória do PP ou do PSD. Forçar um racha no município daqui há dois anos seria desastroso para Cruzeiro do Sul, apesar que a relação política de Zequinha e Henrique transcende em muito a disputa partidária. Entendimento ali é baseado em princípios compartilhados e um uma visão comum do futuro de Cruzeiro do Sul.

Da mesma forma. Tem gente que aposta que Gladson e Petecão entrariam em acordo sobre a sucessão do estado, e que um apoiaria o outro, após saber qual dos dois teria mais popularidade e portanto maiores chances de vitória.

O fato é que hoje, os dois estão muito bem e não existe um conflito entre Gladson e Petecão que justificasse essa disputa. Seria melhor para os dois, trabalharem juntos pelo estado. O problema dessa aliança PP-PSD, é que ela não deixa espaço para ouros grupos políticos.

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Destes subgrupos dentro da base aliada de Gladson que desejam obter mais espaço, um deles é o sub-grupo formado por Márcio Bittar. Bittar é o maior interessado nesse racha, pois teria algo a mais a espoliar do que a prefeitura de Bocalom. Os Sales também, grandes derrotados em Cruzeiro do Sul, teriam interesse em um racha para quem sabe terem novamente a importância que perderam e negociar um espaço tanto ao lado de Petecão, quanto de Gladson.

Existe um subgrupo de tendências bolsonaristas que está descontente com Gladson ter assumido um discurso e práxis política moderada e popular, sutilmente confrontando o bolsonarismo. É esse subgrupo que tenta forçar uma candidatura de Petecão. A questão é: Petecão tem perfil para liderar uma extrema direita bolsonarista no Acre?

Mas, quem pode ter interesse nesse racha também é o próprio PT. Se o antipetismo é em parte justificado e em outras, injusto, o fato é que ele existe. A sobrevivência do que restou das lideranças políticas petistas depende de uma acomodação ou junto ao grupo de Gladson, ou de Petecão. Internamente, parecem haver petistas que prefeririam uma aproximação com Gladson, enquanto outros, talvez preferissem estar junto com Petecão numa disputa de Jorge Viana ao senado.

Soa tão rio-branquense essa tendência a estimular conflitos onde não há. É a eterna disputa por um pedacinho de poder. Os cruzeirenses devem ser capazes de produzir sua própria avaliação política, a partir de seus próprios interesses. Não é nem um pouco interessante para Cruzeiro do Sul apostar nesse racha entre Gladson e Petecão. Pelo contrário, seria a garantia de 4 anos produtivos para a prefeitura, recursos e parcerias para projetos importantes e quem sabe, um modelo de gestão política e administrativa que irá servir de exemplo para o restante do estado.

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