A defensora pública do Acre Rivana Ricarte tomou posse, na última terça-feira (9), em Brasília, como presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep). Ela é a primeira da região Norte a assumir o cargo em 36 anos.
Rivana assume a cadeira para o biênio 2021-2023. Durante o ato presencial, que foi restrito devido à pandemia de Covid-19, também foram empossados os novos integrantes dos conselhos diretor, consultivo e fiscal da associação.
“Me sinto muito privilegiada. Para mim, muito me honra, sendo da Paraíba e defensora no Acre há 18 anos, poder liderar a associação nacional com colegas de todos os estados, porque acho que é a primeira vez que temos representantes de todos os estados. Trabalhamos muito por essa integração. Então, a gente que mora no Acre, pode conseguir mostrar que a defensoria precisa estar forte em toda parte do país”, disse.
Rivana é natural da Paraíba, mas está no Acre desde o ano de 2002, onde começou a carreira na cidade de Feijó no interior. Foram quatros anos atuação no interior e depois de quatro anos, ela foi para a capital Rio Branco. Doutora em direitos humanos, durante a maior parte da carreira atuou na área criminal. E desde 2016, ela também atua como defensora pública Interamericana. Na época, ela foi a primeira mulher indicada pela defensoria do Brasil.
“Estou muito feliz. Não sou acreana de nascimento, mas já me considero assim pelo tempo de trabalho e tenho título de mulher cidadã acreana”, conta sobre a trajetória.
Na vida associativa, ela começou em 2017, quando assumiu a diretoria de comunicação da entidade. E, no ano passado encabeçou a chapa que foi eleita em dezembro. Esta também é a primeira vez que a entidade vai ser comandada por duas mulheres.
Filha e irmã de defensores, Rivana diz que a Anadep precisa estar representada por todos os estados. Ao longo destes anos, foram 13 presidentes, e nunca teve ninguém da região Norte.
“Olhar para o Norte a gente vem vendo ao longo dos anos o modo de atuar das defensorias do Norte. Porque muitas vezes, não há nem acesso terrestre e a defensoria tem que se reinventar, e isso acontece muito no Acre, Amazona, Pará. Então a defensoria tem que se reinventar para estar”, contou sobre a importância da representatividade.


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