Na manhã da última quarta-feira (17), os moradores atingidos pela cheia do rio Juruá, que estão abrigados em escolas públicas, cobraram melhorias na manutenção dos abrigos e pediram, com urgência, a inclusão de serviços de atendimento médico, produtos de limpeza e higiene pessoal.
Dona Ivanilde Moreira de Lima, moradora do bairro Miritizal, está há três dias juntamente com sua família no abrigo. “A situação não está boa, estou sentindo dor desde ontem. Eu estou precisando de atendimento médico, aqui não tem médico presente. Fomos informados de que ele não fica aqui e que faz a visita de abrigo em abrigo. Eu estou esperando, mas não sei se ele virá”, disse.
Já a moradora Stefanie do Monte Silva reclamou da quantidade de alimentos distribuídos. “A alimentação está muito precária. O café da manhã inicia às 7h30; e desse horário, até às 13h, a gente tem que aguentar a fome sem nada. Ontem, o almoço chegou somente às 13h30. Eu tenho problema de gastrite. A janta chega somente às 19h. Além disso, ainda têm as crianças que ficam todo esse tempo sem comer, e isso está muito ruim”, disse Stefanie. E completou: “ a gente está precisando da merenda das crianças, de assistência médica; pois, somente passamos pelo teste da Covid-19, mas têm outras doenças, como dengue e malária. Além disso, estamos precisando de fraldas para as crianças pequenas e material de limpeza”.
Por sua vez, a senhora Naiara dos Santos declarou: “aqui está sendo bom, pelo menos não estamos dentro d’água; mas também está difícil, pois tem gente que tem alguma coisa, porque trouxe; mas, tem gente também que perdeu tudo. O café da manhã é um pão para cada pessoa com meio copo de café, temos que aguentar até o almoço”.
Nesta quinta-feira (18), uma equipe da prefeitura esteve no local atendendo as reivindicações por parte dos desabrigados. Grande parte delas já foram solucionadas.

