Após aparecer em um vídeo furando o decreto do governo que proíbe o funcionamento das atividades no Acre, o servidor Rigleison Alves da Silva foi exonerado do cargo.
O decreto com a exoneração foi publicado na edição desta terça-feira (9), do Diário Oficial do Estado (DOE). Silva era lotado em cargo de comissão na Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), desde abril de 2019. À Rede Amazônica, o governo tinha informado, na segunda-feira (8), que o servidor tinha sido identificado e seria exonerado.
Silva disse que o vídeo foi um “texto fora do contexto”, e uma pessoa que fazia parte de um grupo restrito de WhatsApp usou para prejudicá-lo.
“Tinha um grupo fechado com 10 pessoas e tinha pessoas que considerava bem restrito, vários assuntos, brincadeiras rolavam lá, mas, a gente confiava por ser um grupo pequeno de 10 pessoas. E quando fui ao parque correr, foi no dia que eles estavam colocando os cavaletes. Eu não pulei cavalete. Fui correr e gravei o vídeo para o grupo que é restrito”, disse.
O Acre foi reclassificado em avaliação feita pelo Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, divulgado no dia 1º de fevereiro, no qual todas as regionais do estado passaram para a fase mais restritiva. A medida se deu devido o alto número de casos de Covid-19 no estado.
Para garantir o cumprimento do decreto que suspendeu o funcionamento dos serviços não essenciais, o governo interditou, na sexta-feira (5), parques e outros espaços usados para atividades físicas ao ar livre em Rio Branco.
Mas, apesar da proibição do uso dos espaços públicos para a prática de atividades físicas, Silva aparece em um vídeo correndo e afirma que vai continuar. Ele ainda diz que utiliza o estacionamento do hospital de campanha, o Instituto de Traumatologia do Acre (Into-AC), que atende as vítimas da Covid-19.
“Gente, estão colocando cavalete no parque todinho para interditar, mas, assim como da vez passada, eu vou deixar meu carro ali no Into e vou vir todos os dias, inclusive, amanhã cedinho estarei aqui, viu!?”, diz no vídeo.
O servidor afirmou ainda que o decreto não especifica que ninguém está proibido de caminhar e que o intuito de quem teria divulgado o vídeo era de colocar ele contra o governo.
“Estacionei meu carro no Into, não estacionei no parque, que realmente é proibido estacionar, mas o decreto não especifica que é proibido você andar, caminhar ou correr no parque, não especifica. Está lá que está fechado. Tanto que se você for pela manhã ou tarde tem várias pessoas, vários servidores públicos, eu não estava no meu horário de trabalho, só que a pessoa tirou o vídeo do grupo e jogou direto, determinado e conseguiu deturpar a mensagem que me jogou contra o governo que resultou na minha exoneração”, disse.
Fonte: G1 Acre.

