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Ex-BBB Vanderson Brito tem pedido para remover vídeos da internet negado pela Justiça do Acre

Por Redação Juruá em Tempo.23 de abril de 20213 Minutos de Leitura
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O ex-participante do Big Brother Brasil 2019, Vanderson Brito, teve pedido de danos morais negado pela Justiça do Acre. Brito entrou com um processo contra uma plataforma digital para que fossem retirados vídeos que faziam referência a ele.

Um dos vídeos mostra uma mulher sendo agredida e, no lugar do agressor, tinha uma imagem de Vanderson.

Contudo, a 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco negou a solicitação afirmando que o conteúdo dos vídeos era de conhecimento do público e as notícias não eram falsas.

O ex-BBB contou que vai recorrer do resultado. Essa ação é uma das mais de 19 ações indenizatórias ajuizadas por ele por dano material e moral, com reparação de danos, contra as pessoas que compartilharam imagens caluniosas em redes sociais, contra o estado do Rio de Janeiro e as mulheres que fizeram a denúncia.

“Essa é uma delas. Vamos recorrer, é uma decisão que todo mundo estranhou porque eram visíveis os vídeos. Um deles mostrava um rapaz agredindo uma mulher e colocaram ao lado minha imagem. Isso foi propagado por vários canais, via WhatsApp e continuam no YouTuber. Alguns dos vídeos apontam as agressões e outros como eu sendo o agressor, como estuprador ou criminoso”, lamentou.

Denúncias e desclassificação do programa

Vanderson foi denunciado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em Rio Branco, por estupro, agressão física e importunação sexual, em 2019. As denúncias foram feitas um dia antes de o acreano entrar na casa do BBB.

O ex-participante foi desclassificado do programa depois de ser intimado a prestar depoimento fora da casa. A intimação foi feita pela delegada Rita Salim, titular da Deam, no Rio de Janeiro (RJ), a pedido da delegada do Acre, Juliana De Angelis.

Vanderson afirma que o objetivo da causa é a retirada dos vídeos da plataforma digital e não por dinheiro. Ele acrescentou que as três acusações feitas contra ele, inclusive uma de estupro, foram arquivadas e encerradas ainda em 2019.

“Objetivo da causa é esse, o critério pedagógico, impedir que isso aconteça novamente com outras pessoas e até comigo mesmo. As três acusações contra mim foram encerradas, e as que nós abrimos começaram as audiências, já tivemos algumas de conciliação e essa é a primeira decisão delas. Vamos recorrer nas instâncias locais e, se for necessário, nas superiores também”, concluiu.

Sentença

Antes dessa decisão, a Justiça já tinha negado uma antecipação de tutela de urgência para o ex-participante. Ao negar o pedido de danos morais, a juíza de Direito Thais Kalil condenou Vanderson ao pagamento das despesas processuais e honorários advocatícios.

“Limitaram-se a noticiar o ocorrido, havendo registro em todos eles no sentido de que não havia certeza da culpa do autor e também foi elucidado que não era ele o homem que aparecia em vídeo agredindo uma mulher”, argumentou a juíza.

Caso de estupro arquivado

A denúncia de estupro feita contra Brito foi arquivada pela Polícia Civil do Acre. Na época, a delegada responsável pelo caso, Juliana De Angelis, disse que a denúncia foi arquivada por decadência, ou seja, o caso ocorreu em 2016, quando a lei exigia que a vítima denunciasse o agressor em um prazo de seis meses.

Fonte: G1 Acre.

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