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Prefeito de Mongaguá chora ao falar da morte por Covid-19 de pai e irmão comerciantes: ‘Preferia que tivessem quebrado’

Por Redação Juruá em Tempo.1 de abril de 20213 Minutos de Leitura
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O prefeito Márcio Melo Gomes (Republicanos), de Mongaguá, no litoral de São Paulo, se emocionou em uma transmissão ao vivo ao falar da perda do pai e do irmão, na mesma semana, por complicações da Covid-19. A família atuava na área do comércio no município. O prefeito disse que preferia que eles tivessem falido por seguir as medidas de restrições do que perdido a vida para a doença.

A declaração foi dada ao final da transmissão, realizada nesta terça-feira (30), para informar a população sobre o avanço da pandemia na cidade. Márcio chegou a criticar a falta de consciência de parte da população, que não têm respeitado as medidas restritivas neste período de isolamento social e pedido pela reabertura do comércio.

Ele respondeu aos comentários negativos, feitos pelas redes sociais, contra as regras em vigor. “Vi algumas pessoas, ligadas à academia e ao comércio, dizendo que ‘o prefeito quer fechar o comércio’, que ‘o prefeito quer quebrar a cidade'”, disse. “Em todo esse um ano, tudo o que eu pude fazer para conciliar as duas coisas, para proteger o cidadão de Mongaguá e o comércio tentar sobreviver, vocês podem dizer que eu fiz o máximo do que eu pude.”

O prefeito perdeu o pai e o irmão para a Covid-19. O pai dele, Givaldo Alves Gomes, de 64 anos, estava internado no Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém, com cerca de 80% dos pulmões comprometidos e morreu no dia 22 de abril.

Já o irmão dele, Givaldo Melo Gomes Junior, conhecido como “Cabecinha Junior”, tinha 33 anos e já havia testado positivo enquanto o pai estava internado. Ele apresentou piora, foi internado na Santa Casa de Santos e morreu na madrugada de domingo (28).

“Quero dizer para cada um de vocês que, como eu queria hoje, com a minha família inteira sendo do comércio […] sair dessa live e escutar do meu pai e do meu irmão assim: ‘Eu quebrei, o meu comércio quebrou’. Sabe por quê? Porque nós já quebramos, e com a vida nós conseguimos dar a volta por cima”, desabafou.

Na transmissão ao vivo, ele continuou o desabafo. “Infelizmente, por essa doença, eles perderam a vida. E não há nada mais precioso que a vida de vocês, mas principalmente, a vida de quem vocês amam”, disse, emocionado.Pai e irmão de prefeito de Mongaguá, SP, morrem em decorrência da Covid-19 com seis dias de diferença — Foto: Reprodução/Facebook

Pai e irmão de prefeito de Mongaguá, SP, morrem em decorrência da Covid-19 com seis dias de diferença — Foto: Reprodução/Facebook

‘Lockdown’ em vigor

Desde o dia 23 deste mês, está em vigor uma nova série de medidas restritivas de funcionamento de diversas áreas do comércio, para evitar a vinda de turistas para a região durante o “feriadão” da capital paulista e frear o avanço da pandemia na região.

As regras, definidas como lockdown pelo Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista (Condesb), seguem até o dia 4 de abril. Aqueles que não respeitarem as determinações podem pagar multa.

Supermercados funcionam somente de segunda a sexta até às 20h. Feiras livres, obras, hotéis, pensões e imóveis de temporada não podem funcionar. A circulação de pessoas e carros serão permitidas com a apresentação de documentos. Em algumas cidades, a circulação de ônibus também foi restrita, a exemplo de Santos. As praias continuam fechadas.

Algumas regras valem para todas as cidades da Baixada Santista, já outras medidas foram implantadas em cada cidade, seguindo os decretos municipais.

Com informações G1
Por:
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