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Jovem esquartejado no AC havia ganho bolsa de estudo e mãe pede justiça: “Não era de facção”

Por Redação Juruá em Tempo.17 de maio de 20212 Minutos de Leitura
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A família de Thiago Silva de Farias, de 21 anos, encontrado morto dentro de 3 sacos plásticos, nas margens de um igarapé, nesta última quinta-feira (13), está organizando uma manifestação para pedir um justiça pelo caso.

O jovem, provavelmente, foi morto oito dias antes de ser encontrado pela polícia, envolto em 3 sacos plásticos e com marcas de agressão, de acordo com a família.

A mãe de Thiago, Elizangela Farias, de 39 anos, disse à reportagem do ContilNet que o seu filho decidiu passar alguns dias na fazenda do tio (irmão de Elizangela), no km 10 no Ramal do Fumaça 1, na colônia Amazonas, no km 72 da BR-364, zona rural do município do Bujari, para vigiar a propriedade, enquanto o avô fosse para a cidade tomar vacina. Thiago ficou sozinho no local.

Após alguns dias sem nenhuma notícia, a família recebeu uma ligação de um dos moradores, que afirmou ter ido à propriedade e encontrado a casa toda aberta, sem a presença de Thiago.

Imediatamente, a polícia foi acionada e, ao vistoriar o local, encontrou o corpo esquartejado nas margens de um igarapé próximo.

“Eu estou dilacerada, com o coração doendo. Eu não sei o porquê mataram o meu filho. Ele não era de facção e não tinha maldade”, disse a mãe de Thiago.

Duas armas do avô da vítima foram levadas do local, de acordo com Elisangêla.

A genitora disse que o filho nunca teve envolvimento com facção criminosa e que quer justiça pela morte.

“Eu quero justiça pela morte do meu filho. Quero provar que ele não era de facção, que tinha amigos queridos que o admiravam e sabiam do caráter dele. Quero que esses criminosos sejam encontros e quero olhar na cara de cada um deles e perguntar o porquê fizeram isso com ele e comigo”, destacou.

“Se queriam as armas do meu pai, que estavam lá na fazenda, que levassem, mas que deixassem ele vivo”, continuou.

A família ainda não sabe qual será o dia certo e o horário da manifestação, mas estão se organizando para isso.

Thiago havia ganhado uma bolsa de estudos, antes de morrer, para cursar Pedagogia. “Infelizmente, meu filho não conseguiu realizar o sonho dele, porque sua vida foi tirada”, finalizou a mãe.

  • Por Everton Damasceno, do Contilnet.
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