O Acre passou a figurar no mapa das regiões produtoras de café do Brasil, dentro da expansão da cafeicultura nacional que já soma 35 áreas produtivas distribuídas pelo país. O levantamento, divulgado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). O dado foi divulgado na última segunda-feira, 14, no Dia Mundial do Café, incluindo o estado como parte da nova fronteira amazônica voltada à produção do chamado robusta amazônico.
No mapa das origens do café no Brasil, o Acre aparece identificado como a região de número 34, associada à produção da espécie canephora, também conhecida como robusta ou conilon. A variedade tem ganhado destaque nos últimos anos por sua adaptação ao clima amazônico e pelo cultivo em sistemas agroflorestais.
A expansão da cafeicultura na região amazônica tem sido impulsionada por pesquisas e novas técnicas de manejo. No Acre, o cultivo vem sendo associado a sistemas sustentáveis, muitas vezes integrados à agricultura familiar e a áreas já consolidadas, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas.
O modelo tem fortalecido o chamado robusta amazônico, que agrega valor ambiental e social à produção. Além disso, a adaptação da variedade ao clima quente e úmido favorece o desenvolvimento da cafeicultura em áreas antes consideradas fora do eixo tradicional do café brasileiro.
Segundo o levantamento, o Brasil passou de cinco regiões produtoras para 35 áreas distintas ao longo das últimas décadas. A diversificação geográfica inclui estados tradicionais, como Minas Gerais e Espírito Santo, e novas fronteiras produtivas, entre elas o Acre.
A expansão ocorre paralelamente ao crescimento da produção nacional. A safra brasileira 2025/26 alcançou 66,2 milhões de sacas, enquanto a projeção para 2026/27 aponta para 75,3 milhões de sacas, o que pode representar mais de 40% da oferta mundial.

