Rio Branco, Acre, 15 de junho de 2021

Por falta de insumos, Acre está há 2 meses sem fazer exames de DNA em dentes e ossos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Redação Juruá em Tempo.
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Já são cerca de dois meses sem a realização de exames de DNA em arcadas dentárias e ossos no Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) em Rio Branco por falta de insumos. A informação foi confirmada pelo Instituto de Análises Forenses.

Com relação às perícias na identificação de maconha e seus derivados, como skunk, por exemplo, que também estavam suspensas, os trabalhos foram retomados desde à semana passada, após a chegada de material, segundo informou o diretor do instituto, Giulliano Scarante Cezarotto.

O diretor não soube dizer o prazo para a chegada de reagente necessário para os exames de DNA mais específicos. Como no caso das crianças que morreram carbonizadas após serem deixadas sozinhas pela mãe, Jociane Evangelista Monteiro.

O Ministério Público Estadual (MP-AC) pediu que fossem feitos exames de DNA nos restos mortais (dentes e ossos) das crianças. Porém, o Departamento de Polícia Técnico-Científica afirmou, no dia 26 de março, que não tem insumos para a realização desses exames.

“Regularizou somente a parte da identificação de drogas, mas a parte da genética em ossos e dentes ainda não. Com relação à previsão [de entrega dos insumos], isso é com o setor de compras, eu não tenho esse tipo de informação, é o pessoal da administração geral que faz os empenhos e contratos. Continuamos fazendo os exames que temos os insumos, que são as amostras de mais fácil extração, como sangue, mucosa bucal e esses com maior complexidade, de osso e dente, a gente deixa armazenado aguardando ter o recurso para fazer as análises”, disse o diretor.

Dificuldade de compra

Em reportagem publicada no último dia 19 de abril, o diretor falou que a grande dificuldade tem sido a burocracia e também a falta desses produtos para a venda.

“São produtos que não se encontra no mercado local e a gente sentiu também uma dificuldade grande na disponibilização desses produtos, até mesmo fora, pela questão da pandemia. São produtos importados e houve uma priorização da aquisição no país dos insumos, então, a gente está percebendo que não está fácil encontrar, mas o processo de compra está ocorrendo”, garantiu.

Sobre a falta de insumos para perícia em drogas apreendidas, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional Acre OAB-AC, Erick Venâncio, chegou a lamentar a situação e disse que isso interferia diretamente no andamento de alguns processos.

O Ministério Público do Acre informou que no ano passado entrou com uma ação civil contra o Estado pedindo a estruturação da Polícia Técnica e que o processo ainda está correndo.

Com informações do G1 Acre.

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Getúlio Vargas n. 22 – Salas 7 e 8 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.