Rio Branco, Acre, 31 de julho de 2021

Após passarem juntos em medicina na Ufac, namorados mantêm rotina de estudos compartilhada: ‘um ajuda o outro’

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Redação Juruá em Tempo.
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Uma rotina de estudos e muita parceria estão fazendo com que os estudantes Lucas do Nascimento, de 23 anos, e Camila Almada, de 18, esperem o começo do curso de medicina revisando conteúdos e conhecendo mais sobre a área.

O G1 contou a história da aprovação dos dois na Universidade Federal do Acre (Ufac) no ano passado. Os dois fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) edição 2019, tiraram a mesma nota: 920, e foram chamados na segunda fase do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Os dois se conheceram no curso preparatório e se apaixonaram. Então, começaram uma parceria nos estudos, que deu muito certo. Lucas com a aptidão para exatas e Camila contribuindo com sua facilidade com as ciências humanas.

Os dois ainda não começaram o curso na Ufac – devido à pandemia, houve atraso no ano letivo. Porém, eles revelam que continuam com uma rotina de estudos e conhecendo mais sobre o curso.

Além de tudo, os dois se apoiam nesse processo, já que, no caso de Lucas, medicina nunca esteve entre suas opções. Ele chegou a fazer dois cursos ligados à ciências exatas – engenharia e ciência da computação, sendo que o último foi na universidade federal do Ceará, o que o deixou cinco meses longe de Camila.

“A gente vai se ajudando. A pandemia bagunçou muita coisa e as aulas ainda não começaram, mas costumamos ter uma rotina de estudos durante a semana. Uma vez na semana a gente se vê e aí a gente separa algumas coisas para fazer juntos; montar quebra-cabeça ou assistir filme. Somos bem caseiros , gostamos de sair com pouca gente”, conta Camila.

Enquanto as aulas não começam, os dois têm procurado entender melhor o curso e até já traçar possíveis áreas de atuação.

“Pelo o que a gente tem visto, a gente já reconhece nossos perfis. Continuo sendo de humanas, gostando mais da área de medicina da família, e o Lucas é mais para a área de ciência, pesquisa, e a gente vai se ajudando no processo. Tô achando interessante, porque eu decidi antes, o Lucas chegou a começar outro curso e fiquei com medo de ele acabar não se identificando com medicina, porque eu já havia cogitado o curso, mas ele ainda não. Mas, ele tem gostado e foi uma surpresa positiva”, comemora Camila.

Lucas conta que não pensou duas vezes em voltar do Ceará para acompanhar a amada na jornada de medicina. Ele conta que percebeu que não queria ciência da computação e ao entrar no universo de medicina viu um grande leque de oportunidades de atuação.

“Em ciência da computação senti a mesma coisa que em engenharia. Não estava muito animado com o mercado de trabalho, que é amplo, mas nada me agradava. Então, passei cinco meses, veio a pandemia, as aulas ficaram suspensas, veio ansiedade porque eu estava sozinho lá, então eu voltei”, conta o estudante.

Início do namoro

Os dois se conheceram no cursinho preparatório. Lucas, depois de desistir do primeiro curso, tentava se encontrar em alguma outra área. Já Camila, havia acabado de sair do ensino médio e avaliava que curso entrar.

Ela conta que se apaixonou primeiro por Lucas e diz que a forma como ele tratava as pessoas e a inteligência foi o que mais chamou a atenção dela.

“Eu me apaixonei primeiro, gostei dele de cara porque ele era muito gentil e isso me chamou muito atenção e aí me aproximei dos amigos dele, a gente se aproximou e um amigo nosso disse que formaríamos um casal bem bonitinho. Até que um dia ele perguntou o que eu achava disso, como eu já gostava dele, disse que gostava da ideia e a gente se deu super bem. Deu super certo. O que eu mais gosto nele é a forma em que ele é educado e gentil com qualquer pessoa”, se declara.

Para Lucas, que é mais tímido, é difícil falar sobre sentimentos, mas ele diz que Camila também tem um jeito que o cativou, que, coincidência ou não, é basicamente a mesma característica que ela admira nele: gentileza. A prova de que os iguais se atraem.

“Ela é muito inteligente, mas consegue ser gentil e educada com as pessoas e acho que ela se relaciona de um jeito muito fofo com todo mundo, principalmente com as pessoas mais idosas”, pontua.

Para o futuro, os dois traçam planos de mais estudos, mais desafios, mas, com uma coisa em comum: os dois seguindo na parceria, tanto nos estudos como na vida.

“No geral a gente tem vontade de fazer especialização fora do estado, porque temos uma gama maior de possibilidades e temos a vontade de voltar para atuar no Acre”, finaliza.

Camila e Lucas dividem rotina de estudos mesmo após passarem em medicina  — Foto: Arquivo pessoal

  • Por Tácita Muniz, G1 AC.
ALEAC

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