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Brasil

Mãe de Lázaro relata última ligação do filho e ameaças: ‘Minha vida acabou’

Por Redação Juruá em Tempo. 24/06/2021 11:54
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A família de Lázaro Barbosa de Sousa, suspeito de assassinar quatro pessoas em Ceilândia Norte, entre 9 e 12 de junho, ainda tem esperança que ele se entregue. Abalada, a mãe do fugitivo disse que não tem condições de contratar um advogado para o filho. Os parentes de Lázaro gostariam de auxiliar em possíveis negociações entre ele e a polícia. Por enquanto, as autoridades não destacaram qualquer conhecido do acusado para atuar nessa tarefa.

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A mãe do foragido, Eva Maria Sousa, de 51 anos, disse que, apesar de não ter dinheiro para contratar um advogado para Lázaro, conta com a ajuda de um profissional de Brasília, que se dispôs a colaborar com a negociação. Novamente, pediu que ele se renda.

Para Eva Maria, a prisão do filho seria a melhor solução neste momento. Desde o assassinato dos membros da família Marques Vidal, ela só conversou com Lázaro em uma oportunidade.

“Ele entrou em contato uma vez, por telefone. Eu estava muito nervosa e perguntei para ele: ‘Cadê a mulher [Cleonice, que estava desaparecida, à época]?’. Ele disse ‘Não sei. Não está comigo’. Depois, não falou mais nada e desligou, quando falei para ele que meu telefone estava rastreado”, contou.

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A ligação feita à mãe pelo fugitivo ocorreu de um número desconhecido, segundo ela. Mesmo assim, ela tentou retornar as ligações, mas o filho não a atendeu mais. 

Esse foi o último contato entre Lázaro e os familiares desde o início das buscas, em 9 de junho. A mãe conta que, por conta da perseguição de pessoas querendo fazer justiça com as próprias mãos, a família tem trocado de telefone e endereço com frequência.

“Está muito difícil. Não tenho cabeça para nada. Não consigo viver mais. Para mim, a vida acabou”, desabafou.

Eva Maria e o marido, com quem está casada há 13 anos, moravam em Águas Lindas (GO) e trabalhavam como caseiros em uma chácara. Eles se mudaram para o interior da Bahia depois da chacina contra a família Marques Vidal.

“Tivemos de sair do nosso emprego e da cidade. Estamos recebendo muitas ameaças. Não estamos nada bem”, afirmou Eva Maria. “As forças de segurança não entraram em contato conosco para ajudarmos a convencê-lo (a se entregar)”, completou.

UOL

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