Rio Branco, Acre, 23 de julho de 2021

Ministro ironiza lamentos pela morte de 500 mil mortos

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Redação Juruá em Tempo.
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Entre depoimentos sobre a morte de 500 mil brasileiros pela Covid-19, destoou o tom irônico utilizado pelo ministro das Comunicações de Bolsonaro, Fábio Faria. Ele debochou da onda de protestos e manifestações de solidariedade nas redes sociais, pouco antes de a palavra ‘meio milhão’ subir aos trending topics do Twitter.

“Em breve vcs [sic] verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, escreveu.

O Brasil chega a meio milhão de mortos pela Covid-19 neste sábado, segundo registros oficiais das secretarias de Saúde dos estados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. A marca, portanto, não é a oficial divulgada pelo Ministério da Saúde. O número real, porém, deve ser ainda maior, já que nem todos os infectados fazem o exame para detectar a presença do coronavírus.

Depois de lançar a ironia, o ministro fez nova publicação, desta vez em cima de um post do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga defendendo a estratégia de vacinação do governo.

“Sou testemunha da sua luta. Trabalha incansavelmente para sairmos desse luto e vacinarmos os brasileiros. Metade da população que morreu por Covid no ano passado e ainda não existia a vacina (sic)”, disse faria. Temos 660 milhões de doses para vacinarmos todo o Brasil”.

Outros políticos, da esquerda à direita, também se manifestaram nas redes sociais, mas sem ironias.Entre eles, estavam Eduardo Paes, JoãoAmoedo, Guilherme Boulos e Jaques Wagner.

Até sexta-feira (18), o país registra 61.859.364 pessoas vacinadas com a primeira dose. O número de vacinados com a segunda dose é de 24.171.806 pessoas, o que representa 15,02% da população.

Este sábado também é marcado por manifestações em diferentes cidades do país contra o presidente Jair Bolsonaro. Os protestos nacionais, que reúnem milhares de pessoas, são pelo impeachment do presidente, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial.

  • Fonte: Notícias ao Minuto.
ALEAC

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