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Policial penal preso tinha cartão de memória com pastas que levavam nomes de detentos no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.15 de junho de 20214 Minutos de Leitura
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Os policiais penais Francisco Jeferson Gomes de Morais e Genildo Gabriel da Silva tiveram a prisão preventiva decretada, no último final de semana, após serem presos em flagrante, ao chegarem para trabalhar no Complexo Penitenciário de Rio Branco na sexta-feira (11), levando drogas, cartas, chips de celulares e cartões de memórias para dentro da unidade.

A homologação da prisão em flagrante e indeferimento do pedido de liberdade provisória foram determinados pelo juiz Alesson Braz, que estava no plantão da justiça do sábado (12). Na decisão, foi pedido que fossem expedidos os mandados de prisão preventiva dos dois envolvidos.

A defesa de Genildo da Silva informou que ia analisar se vai se manifestar sobre o caso. O G1 não conseguiu contato com a defesa de Jeferson Gomes, que já chegou a ser preso outras duas vezes quando era agente socioeducativo por de tráfico de armas no Centro do município de Xapuri.

Ainda segundo o processo, o cartão de memória encontrado com Genildo continha diversas pastas com informações de familiares de presos. Entre elas, uma carta da esposa de um preso para ele. A polícia também achou conversar do policial penal com familiares de presos dos pavilhões A, B, C, D, E, O e, principalmente, P, onde ocorreu fuga na madruga desta terça-feira (15).

Logo após a prisão dos policiais, o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Arlenilson Cunha, disse que a Polícia Penal tinha recebido informações e estava suspeitando da ação dos dois servidores. Foi então que repassaram a informação para a Polícia Civil, que iniciou as investigações e conseguiu flagrar a dupla.

“Infelizmente não é uma notícia agradável, no entanto, isso traz o sentimento de dever cumprido dos bons policiais, daqueles que zelam pela segurança, pela ordem público. E as instituições vão estar sempre trabalhando em conjunto para combater o crime organizado e aqueles também que utilizam de informação privilegiada, que teriam que combater a entrada de ilícitos e estão aí, de certa forma, favorecendo. Vamos continuar combatendo qualquer tipo de desvio de conduta de policiais penais e servidores que porventura se deixe levar”, afirmou Cunha.

Na decisão, o juiz ainda autorizou o acesso aos arquivos dos celulares dos dois, ao conteúdo registrado em mídias e em memória interna de celulares apreendidos, com o respectivo encaminhamento ao Instituto de Criminalística.

“Expeça-se mandado de prisão, fazendo-se constar que preso deve ser mantido em local separado dos presos comuns, haja vista que se trata de policial penal”, diz.

O Iapen-AC informou que a Corregedoria do órgão vai instaurar um procedimento administrativo para dar continuidade com as apurações do fato. Os dois estão presos na Unidade Prisional 4, em Rio Branco. Segundo o Iapen, o local foi desativado, mas funciona como extensão da Unidade de Regime Fechado número um do Complexo Penitenciário de Rio Branco. Os dois seguem separados dos demais presos.

Jeferson Gomes e Genildo Silva foram presos na sexta-feira (11) — Foto: Reprodução

Jeferson Gomes e Genildo Silva foram presos na sexta-feira (11) — Foto: Reprodução

Investigação

Conforme a Polícia Civil, os dois servidores vão ser indiciados pelos crimes de tráfico de drogas e por integrar organização criminosa. Com eles, a polícia encontrou 13 volumes de maconha, escondidos no coturno, pesando cerca de 600 gramas, além de cartas com recados, chips de celular, cartão de memória e tinta para tatuagem.

Após a prisão, os policiais civis, foram até a casa de um dos investigados e, no local, foram apreendidos R$ 15 mil em espécie e uma pistola calibre 380, além de três celulares e um carro.

“As investigações vão continuar, foram encontrados valores em busca e apreensão residencial, cerca de R$15 mil, teve veículo apreendido que era utilizado para cometimento do fato. Essas investigações vão se aprofundar para que a gente possa identificar se tem mais servidores envolvidos e eventuais presos ou familiares e amigos de presos que possam ter envolvimento”, disse o delegado Karlesso Nespoli, coordenador delegado da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

Com informações G1 Acre

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