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Acre

Estudo do Sebrae aponta que faturamento dos pequenos negócios no Acre está 39% menor que no início da pandemia

Por Redação Juruá em Tempo. 26/07/2021 10:24 Atualizado em 27/07/2021 10:40
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De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o faturamento dos pequenos negócios continua 39% menor do que no início da pandemia, mesmo após a suavização das medidas restritivas e o avanço na vacinação contra a Covid-19.

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O estudo “O Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que 64% das empresas no Acre ainda relatam perdas no faturamento.

Ainda segundo informações do estudo, para 75% dos empresários, a renda atual do negócio não é suficiente para cobrir as despesas. Sendo que para 84%, essa renda é a principal da família.

7.820 microempreendedores individuais (MEI) e donos de pequenos negócios participaram da pesquisa realizada entre os dias 27 de maio e 1° de junho, em todos os estados mais o Distrito Federal.

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Foi levantado que 21% das empresas estão com dívidas em atraso. O percentual de sucesso nos pedidos de empréstimos é de 77%. Outros 8% ainda aguardam uma resposta dos bancos e 16% não conseguiram.

33% dos donos de pequenas empresas disseram estar aflitos e apreensivos com relação ao futuro, ao passo em que 67% estão animados, conformados ou aliviados.

Na visão dos empresários, o retorno à normalidade ocorrerá em aproximadamente 14 meses. A pesquisa revela ainda que 27% dos pequenos negócios no Acre têm mais de 50% do faturamento com vendas online.

‘Faturamento zero’

Alessandro Avelino foi um dos empresários que precisou de empréstimos bancários. Ele é dono de um restaurante no bairro João Eduardo e chegou a fechar o estabelecimento por cinco meses durante os primeiros meses da pandemia; e como optou por não demitir nenhum dos seus funcionários, ficou em uma situação financeira complicada.

“A pandemia foi uma situação que impactou a todos e na nossa empresa não foi diferente. Na primeira onda ficamos fechados por cinco meses e isso levou nosso faturamento a zero, até mesmo porque não temos opção de delivery e optamos por continuar sem ter, devido ao nosso conceito de trabalho. No retorno, foi toda uma readaptação. Com relação à equipe, optamos por não demitir ninguém, até porque a essência da nossa empresa está nas pessoas, quem construiu o que temos hoje foram as pessoas que estão aqui”, disse.

Durante a segunda onda da doença, o empresário novamente ficou fechado por mais de um mês e as finanças do negócio ficaram ainda mais comprometidas.

“Em momentos difíceis como esse, nós buscamos todas as formas possíveis de poder manter a saúde financeira. Nosso impacto maior foi com a folha de pagamento, por conta da opção de não demitir ninguém. Então, foi necessário fazer empréstimos, principalmente para conseguir cobrir a folha de pagamento e dar um fôlego nas outras despesas que foram se acumulado.”

Setores mais impactados

Lauro Santos, diretor do Sebrae no Acre, disse que alguns dos setores mais impactados no estado foi o de turismo e o de vestuário. Ele afirmou ainda que o Sebrae tem feito consultorias com empresários para ajudar nesse período de pandemia. No primeiro semestre de 2021 foram mais de 500 consultorias.

“Tivemos o comércio, principalmente o de vestuário, e tudo aquilo que afeta o turismo; então, a parte de hotelaria, viagens, serviços de transporte foram os mais impactados com a pandemia e são os que mais vão demorar para retomar. O setor menos afetado, inclusive alguns tiveram até crescimento, foi o de alimentação no lar, os supermercados venderam mais que o normal, porque as pessoas deixaram de se alimentar fora de casa”, afirmou.

Apesar do avanço da vacinação no estado e das atividades econômicas estarem sendo retomadas, ainda há a preocupação de um impacto financeiro para as empresas com o fim do auxílio emergencial. Sem esse recurso o poder de compra cai e pode gerar uma estagnação na economia.

“Ao mesmo tempo em que a gente tem uma retomada da atividade, teremos em breve a interrupção do auxílio emergencial. Então, temos aí uma perspectiva de gerar uma crise em alguns setores. Mas, uma política muito boa que veio tarde, mas chegou, é o Pronampe [Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte] com taxas muito boas, o pessoal que não conseguiu acessar no ano passado, hoje tem como.”

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