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Mãe dá à luz “bebê sereia” e médicos não sabem determinar seu gênero

Por Redação Juruá em Tempo. 19/07/2021 09:57
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Por Daily Mail – Muskura Bibi, 23 anos, do leste da Índia, deu à luz um bebê vítima de uma condição extremamente rara que prejudicou o desenvolvimento de suas pernas, chamada de Síndrome da Sereia, chamada clinicamente de Sirenomelia.

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Os pais da criança afirmaram não poder pagar por exames e medicamentos durante a gravidez. Logo, não sabiam da condição do bebê até o nascimento, que ocorreu por meio de um parto normal no hospital Chittaranjan Deva Sadan, administrado pelo governo de Kolkata, no leste da Índia.

“Os pais são trabalhadores, mas não buscaram a medicação adequada durante a gravidez por falta de dinheiro”, disse um médico do hospital, Dr. Sudip Saha. “Descobrimos que a mãe não havia feito ultrassonografia durante a gestação”.

“Nunca tinha visto um bebê desse tipo antes. É o primeiro caso de Sirenomelia no estado e o segundo no país”, afirmou. “O bebê teve formação normal na parte superior do corpo, mas abaixo da cintura suas pernas foram fundidas, não se desenvolvendo completamente. A falta de nutrição adequada e a circulação sanguínea imprópria para o bebê podem criar esse tipo de anormalidade“, acrescentou.

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Em 2016, uma mulher de Uttar Pradeash, no norte da Índia, deu à luz o primeiro “bebê sereia” conhecido do país, mas que só sobreviveu por 10 minutos.

De acordo com a historiadora médica Lindsey Fitzharris, com doutorado da Universidade de Oxford, a condição, que é extremamente fatal, ocorre quando o cordão umbilical não consegue formar duas artérias. Como resultado, o suprimento de sangue para o feto é prejudicado: “Não há relatos de pessoas com esta condição que sobreviveram”, disse. “A maioria morre nos dias depois devido a insuficiência renal e da bexiga“.

Também conhecida como Sirenomelia, trata-se de uma doença extremamente rara que causa uma fusão parcial ou completa das pernas. Ela é afeta um entre 60.000 e 100.000 nascimentos, que desenvolvem complicações gastrointestinais e rins subdesenvolvidos ou ausentes.

As causas ainda são desconhecidas – embora existam teorias não aceitas por toda a comunidade científica. A maioria dos pacientes morre logo após o parto devido a complicações pulmonares e defeitos cardíacos, de acordo com informações da Organização Nacional para Distúrbios Raros.

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