,Acre é o único estado que apresenta redução de pobreza; diz estudos da FGV
Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) mostra as consequências da pandemia na economia do país. Segundos os estudos, do primeiro trimestre de 2019 a janeiro de 2021, o percentual da população pobre aumentou em 24 das 27 unidades da federação brasileira.
O estado do Acre ocupa o sexto lugar na lista dos mais pobres; apesar disso, foi um dos três estados que não obteve variações negativas perante o cenário pandêmico. Ao contrário do que aconteceu com outros estados do país.
Por exemplo, em São Paulo, o percentual de pobreza subiu (42,4% para 46,4%); Roraima (38,6% para 45%); Goiás (18,1% para 24%) e Distrito Federal (12,9% para 20,8%) também registraram um ritmo intenso da situação.
Os dados também registraram expansão da parcela populacional em extrema pobreza em 18 das 27 unidades da federação, passando de 6,1% do total da população brasileira no primeiro trimestre de 2019 para 9,6% em janeiro deste ano.
Acredita-se, através dos estudos do instituto, que a pobreza possa permanecer em elevados níveis se comparados aos índices antes da pandemia, tendo em vista que o mercado de trabalho se encontra em estado frágil e os auxílios sociais entregues para a população pelo governo durante a pandemia devem chegar ao fim. Outro fator que pode contribuir para queda dos rendimentos é a alta inflação.
Os cálculos feitos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e da Pnad Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reuniram dados e, inclusive, a renda per capita de R$ 450 por mês.
“Os três únicos estados que não tiveram expansão da pobreza, tinham participação acima de 30% dos pobres na população geral: Acre (46,4%), Pará (45,9%) e Tocantins (35,7%). Como referência, a fatia de população pobre na média do Brasil, como um todo, passou de 25,2% no primeiro trimestre de 2019 para 29,5% em janeiro de 2021”, pontua o jornal Valor Econômico.