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Comerciante que agrediu artista no olho com chave de fenda é denunciado por lesão corporal pelo MP-AC

Por Redação Juruá em Tempo. 02/08/2021 15:17
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O Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia contra o comerciante Rui Barros Vieira por lesão corporal após ele agredir com golpes de chave de fenda o artista acreano Pedro Lucas de Lima Araújo, de 19 anos. O jovem perdeu a visão esquerda depois de ter o nervo óptico atingido por uma chave de fenda, o que ocasionou a perda de 100% da visão esquerda.

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O caso ocorreu no final do mês de maio depois que o jovem viu um amigo apanhando e tentou apartar a situação. Ao entrar na confusão, ele levou um golpe ‘mata-leão’ e o autor, não satisfeito, pegou uma chave de fenda e empurrou contra seu olho esquerdo.

O jovem foi parar no Pronto-socorro de Rio Branco, onde ficou internado por um dia. Dois meses depois do episódio, ele teve o diagnóstico de que não vai voltar a enxergar com o olho que foi atingido. Ele ainda chegou a viajar para São Paulo, em busca de uma segunda opinião, mas apenas teve o diagnóstico confirmado na última semana, segundo informou a irmã dele, Mayara Lima.

A denúncia do MP foi apresentada à Justiça na última semana. Além de Rui, também foi denunciado o corretor de imóveis Ronney Cavalcante de Mendonça por disparo de arma de fogo em local indevido.

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Conforme a denúncia, as agressões começaram com uma discussão de Vieira com um outro rapaz, e, depois de trocar xingamentos, iniciaram uma luta corporal. Pedro teria entrado na confusão para ajudar o amigo, quando também foi agredido.

Ao G1, Vieira disse que prefere se manifestar sobre o caso somente no final do processo. Mas, de acordo com a denúncia, ele apresentou a versão de que dirigiu-se para seu carro a fim de ir embora, contudo, foi perseguido pelas vítimas, daí contou que pegou a chave de fenda no seu veículo.

Já Mendonça negou as acusações e contou que a confusão começou por causa de uma porta do banheiro que os jovens entravam para usar e deixavam aberta. Eles que estavam perto pediam que eles fechassem e depois de trocar as ofensas, um deles teria agredido Vieira. Mas, disse que ele saiu e foi embora e em nenhum momento disparou a arma de fogo e que apenas tentou apartar a confusão e não viu que quando o amigo pegou a chave.

“É mentira. Eu fui embora e nem vi que o Rui tinha pegado a chave e não estava armado. Fui o primeiro a sair. Nunca disparei arma em lugar nenhum e tem 10 testemunhas lá dizendo que ninguém deu tiro nenhum”, argumentou.

Campanha para tratamento

Com os custos de consulta e tratamento altos, a família fez uma vaquinha para ajudar no custeio das despesas. A irmã de Araújo, Mayara Lima, disse que o valor é de R$ 5 mil, com foco em pagar a consulta com o especialista.

“Como foram muitos gastos nos últimos tempos com idas ao médico e eu e Sérgio pensamos que seria bacana fazer a vaquinha, temos muitos amigos que fizeram parte dessa jornada e que sempre disseram que poderiam ajudar. Então, com essa ida a São Paulo, com a oportunidade de fazer essa consulta, a gente fez a vaquinha no valor de R$ 5 mil, porque só a consulta custa R$ 3 mil”, contou.

A irmã de Araújo, Mayara Lima, falou em “violência desproporcional” e chamou o agressor de sociopata. “Até quando vamos viver em uma sociedade tão desumana e doente? Até quando expressar a liberdade terá um alto preço? Até quando jovens do nosso país passarão por violências desproporcionais pelo simples fato de se expressarem? Até quando?”, questionou.

Com informações G1 Acre
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