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Acre

Em situação de alerta devido à seca, Rio Acre registra 1,52 metro e se aproxima de menor cota histórica

Por Redação Juruá em Tempo. 14/08/2021 11:44
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O Rio Acre em Rio Branco continua baixando e chegou à cota de 1,52 metro neste sábado (14). O nível deixa as autoridades em alerta máximo já que as previsões não apontam chuvas para os próximos dias, conforme dados da Defesa Civil Estadual.

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Com esse nível, o manancial se aproxima da menor cota histórica já registrada na capital acreana, quando chegou, em setembro de 2016, a 1,30 metro. Com a medição deste sábado, o rio está a 22 centímetros da menor cota já registrada.

“Estamos nessa situação de o rio estar descendo muito rapidamente. Estamos monitorando dia a dia. Estamos preocupados com essa descida brusca e sem termos previsão nenhuma de chuva”, disse o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Ferreira.

Além de agosto ser um mês que agrava a situação, setembro deve apresentar quadro semelhante o que agrava ainda mais o problema, conforme destaca o coordenador.

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“Setembro não é muito diferente. Temos uma grande quantidade de queimadas no estado e é complicado, precisamos de uma intervenção nestas áreas. A gente sabe que um dos fatores para esta falta de chuva e seca do rio, ainda que seja época de estiagem, a gente tinha algumas precipitações, mas não temos mais e isso se deve às mudanças climáticas que temos que enfrentar porque podemos enfrentar até uma seca total”, pontua.

Autoridades estão em alerta devido seca do Rio — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica Acre

Bacia no interior

Além da falta de chuvas na capital acreana, o coordenador afirma ainda que a situação é semelhante na bacia do Rio Acre, em cidades no interior. Em Assis Brasil, na sexta-feira (13), o rio chegou ao nível de 1,15 metro e em Brasileia 1,20 metro.

“Está crítico em todos os municípios, em Assis Brasil nós não tivemos nenhuma precipitação nestes últimos 45 dias e por isso temos queda brusca de até 3 centímetros por dia. O que pode melhorar é a chuva”, acrescenta.

A situação de extremos do manancial na capital acaba afetando a população como em fevereiro, quando o Rio Acre transbordou e atingiu mais de 13 mil pessoas. Com isso, a prefeitura decretou situação de emergência.

Na época, o rio chegou a quase 15 metros, desalojou 129 famílias que foram levadas para casas de parentes e outras 75 ficaram desabrigadas.

Mais de 45 dias sem chuva

Dados da Defesa Civil Municipal mostram que desde de 2010, este é o terceiro ano em que o mês de julho não registrou chuva em nenhum dia. Os outros anos em que isso aconteceu foram 2011 e 2018.

A última chuva registrada em Rio Branco foi no dia 29 de junho, segundo dados da Defesa Civil Municipal. Com isso, são 46 dias sem chuvas.

“Pode ficar mais grave, nós já estamos desde o dia 14 de junho em alerta máximo, que foi quando o rio baixou de 2,69 metros. Abaixo dessa cota tudo é alerta máximo”, disse o coordenador da Defesa Civil municipal, major Cláudio Falcão.

Caixas d’água são abastecidas por carros-pipas em comunidades rurais — Foto: Asscom/Defesa Civil

Abastecimento

Para tentar amenizar a seca nas comunidades rurais, a Defesa Civil Municipal iniciou desde o final de julho o abastecimento de caixas d’água em alguns bairros da capital que não são atendidos pelo Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa).

“No final de julho, que é o abastecimento das comunidades e vamos fazer isso diariamente, inicialmente atendendo 12 comunidades, aproximadamente 12 mil pessoas, que serão atendidas pela Defesa Civil Municipal nessas comunidades que são consideradas rurais, como Transacreana, BR-364, Sena Madureira e parte do Quixadá. Temos algo em torno de 50 caixas de 5 mil litros que dá 250 mil litros, mas não abastecemos todas de uma vez, é em cerca de 120 mil a 150 mil litros que fazemos diariamente nessas comunidades para ajudar nesse período de seca”, destaca o Falcão.

Por G1Ac

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