A Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) iniciou os preparativos para demolir o reservatório de água do Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa) que ameaça cair sobre a Escola Municipal Padre Peregrino Carneiro de Lima e de casas, no Conjunto Tucumã I, na capital acreana. As equipes estão fazendo a retirada de tubos, isolaram o lugar e preparam a instalação dos andaimes.
A demolição, porém, só deve começar de fato no final da próxima semana.
A luta pela demolição do reservatório começou ainda em dezembro do ano passado e, desde então, foram feitas denúncias por parte da comunidade geral e escolar.
“Esse serviço tem todo um processo executivo porque temos que preservar o reservatório apoiado, que é o que mantém a distribuição de água do bairro, e não pode ser danificado e nem pode parar de funcionar. Temos que demolir o reservatório elevado sem danificar o reservatório apoiado”, explicou o diretor-presidente e engenheiro civil da Emurb, José Assis.
Curto prazo
No final do mês de julho, o Depasa disse que o processo de demolição deve ser concluído em 60 dias e custará mais de R$ 330 mil. Contudo, Assis afirmou que a ordem de serviço foi recebida apenas semana passada e que o prazo para conclusão está apertado, tendo em vista que as aulas presenciais da rede municipal devem iniciar no próximo dia 20 de setembro.
O diretor acrescentou que a montagem dos andaimes que vão ser usados pelas equipes deve ser concluída no decorrer da próxima semana e destacou que o trabalho é feito de forma minuciosa e com muito cuidado para não causar acidentes.
“Fizemos o fechamento, colocamos os tapumes e fizemos a base para receber os andaimes. Na próxima semana começamos. Tem toda uma preparação, vamos trabalhar em dois turnos porque temos um compromisso com a escola. Era para o Depasa ter feito essa demolição no início do ano, mas protelaram e agora temos que fazer às presas e temos que liberar até setembro para a escola voltar”, lamentou./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/h/T/nd5vwhTs6PBcfgi7nd8Q/obra.png)
Equipes da Emurb estão responsáveis pela demolição — Foto: Asscom/Depasa
Determinação
Em fevereiro, o Ministério Público do Acre (MP-AC) emitiu uma recomendação ao Depasa para iniciar a demolição do reservatório. Um laudo elaborado pelo órgão mostrou os graves problemas identificados na estrutura da construção.
Entre os problemas, o perito apontou que a caixa d’água tem uma inclinação de 12,5 centímetros do topo em relação à base em direção à escola. O prazo para a conclusão da demolição acabou em abril.
Ainda segundo a reclamação dos servidores, a escola precisa de reparos na estrutura, mas está impedida de iniciar qualquer obra de reparo sem que o problema com o reservatório seja resolvido.
Segundo o relatório do MP-AC, os defeitos encontrados no reservatório causaram ‘fissuras, infiltrações e carbonatação com consequentes efeitos de corrosão na armadura, desagregação do concreto e perda da capacidade de resistência’.
Além disso, três dos quatro pilares do reservatório, a laje e a fixação de braçadeira de aço já estão comprometidos por causa da corrosão. Há também problemas na instalação da rede elétrica e na escada de acesso de segurança.
Preocupação
Em junho, os servidores da escola divulgaram uma carta para denunciar que o reservatório de água desativado da localidade ainda não tinha sido demolido. A diretora da escola, disse que, além da preocupação com o possível desabamento do reservatório, pode vitimar pessoas. Outra preocupação é com o retorno das aulas presenciais.
“Estou ocupando a escola Maria Olívia, se eu desocupar essa sala onde vou colocar as crianças para estudarem? É um problema que está causando várias preocupações, a escola está se deteriorando por estar fechada, exposta ao vandalismo. Essa falta de cuidado e resposta está gerando essa movimentação”, afirmou.
Com informações G1 Acre

