Início / Versão completa
Política

Enquanto governadores buscam reunião, Bolsonaro mantém ataques aos estados na economia

Por Redação Juruá em Tempo. 24/08/2021 10:51
Publicidade

Um dia após governadores pedirem um encontro, o presidente Jair Bolsonaro manteve nesta terça-feira ataques feitos aos chefes dos governos estaduais por sua atuação no combate pandemia e na economia. No Palácio do Planalto, integrantes veem como remota a chance de uma reunião se concretizar e atribuíram a ideia a um “jogo de cena” dos governadores.

Publicidade

Bolsonaro atribui aos governadores o aumento do desemprego, devido a medidas de restrição de circulação de pessoas tomadas durante a pandemia:

— A partir de março, abril, do ano passado, o Brasil todo, praticamente todos os governadores, todos, acredito que todos, lançaram a campanha do “fiquem em casa, a economia a gente vê depois”. E depois assistimos aquilo que eu considero um abuso, que foram as medidas de lockdown, confinamento, toque de recolher. Onde o desemprego subiu assustadoramente em abril — disse o presidente, em entrevista à Rádio Farol, de Alagoas (AL).

O presidente também cobrou que governadores zerem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o gás de cozinha e os combustíveis. O imposto é a principal fonte de arrecadação própria dos estados.  

Publicidade

— O governo federal, eu fiz a minha parte. Zerei o imposto do gás. Falta agora o governador de Alagoas, e de outros estados, zerar também o imposto estadual, que chama ICMS, do gás de cozinha. É a mesma coisa a questão do combustível — disse.

Após reunião na segunda-feira, que contou com 25 governadores, integrantes do Fórum de Governadores anunciaram que esperam ser recebidos pelo presidente. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que houve consenso na reunião sobre a necessidade de diminuir a tensão entre o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) e fortalecer a democracia.

Entretanto, o gesto dos governadores foi visto no Planalto como um jogo de cena. Auxiliares de Bolsonaro apontam que a relação do presidente com os governadores é difícil e que não seria viável eles atuarem como intermediadores na crise com o STF.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.