População de Cruzeiro do Sul sofre com seca de rios e com fumaça causada por queimadas na região
Moradores de Cruzeiro do Sul, município do estado do Acre, estão sofrendo dia após dia com as queimadas. O grande contraste na cidade é que em fevereiro deste ano, a cheia do rio Juruá deixou centenas de famílias desabrigadas; agora, no mês de agosto, a seca do rio e as constantes queimadas na região do Juruá têm prejudicado a população da cidade.
Vários focos de queimadas urbanas e rurais têm sido combatidos todos os dias pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Segundo informou José Lima, chefe da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, o rio Juruá está em momento crítico, cerca de 17,80 mm a baixo do nível. O baixo volume de água provoca sérios riscos para as navegações.
“Estamos num período muito delicado do rio, pois se encontra muito seco e acaba causando riscos para a navegação. Todos os dias, nossa equipe tem monitorado essa situação”, disse.
Um outro fator, ainda mais importante, são as constantes queimadas que afetam os moradores das cidades do Vale do Juruá. A fumaça que as queimadas causam atrapalha a vida das pessoas e causa riscos para a saúde; especialmente, crianças e idosos. A umidade relativa do ar nesta quarta-feira (18) atingiu a mínima de 41% e a máxima de 83%. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade ideal para a saúde dos seres humanos está entre 50 e 60%
A alta umidade favorece o desenvolvimento de microrganismos prejudiciais à saúde, como: ácaros, bactérias e fungos. Normalmente, os ácaros se espalham pela casa, alojando-se em tapetes, cortinas, roupas, lençóis, estofados etc.; estão presentes também quando há pó. Já as bactérias são responsáveis por quadros de infecção, e não são visíveis a olho nu.
Por sua vez, os fungos que dão origem ao bolor e ao mofo, em estágios mais avançados, podem ser vistos com maior facilidade. O mofo, além de provocar alergias respiratórias, também destrói todo e qualquer tipo de material orgânico, o que inclui móveis de madeira, portas, janelas, papéis, fotos, alimentos, roupas etc.
De fato, as perdas materiais são indesejáveis, mas o principal deve ser a preocupação com a saúde. Os danos à saúde provocados pelos microrganismos são imensuráveis. Vão de um simples caso de alergia leve, a casos mais graves, como os fatais em decorrência de asma, por exemplo.
Casos de complicações respiratórias, os principais decorrentes da ação de microrganismos como ácaros e fungos, atingem boa parte das pessoas no Brasil. Segundo a OMS, 30% dos brasileiros sofrem de algum tipo de alergia; nesse contexto, estão principalmente as respiratórias.
Dentre as doenças, destaca-se a rinite (com prevalência em 25% da população) e a asma (presente em cerca de 20% das crianças e adolescentes brasileiros). Também estão na lista, a bronquite e a sinusite.