Início / Versão completa
Brasil

Anticorpos da estirpe original do coronavírus não se ligam a variantes

Por Redação Juruá em Tempo. 30/09/2021 16:46
Publicidade

Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que os anticorpos contra a estirpe original do SARS-CoV-2, detectada em 2019 em Wuhan, na China, não se associam à proteína espícula das novas variantes virais, recentemente identificadas um pouco por todo o mundo. 

Publicidade

As pessoas infectadas com a estirpe original do vírus que causa a Covid-19 no início da pandemia produziram uma resposta consistente de anticorpos, fazendo assim com que dois grupos principais de anticorpos se ligassem à proteína espícula (‘spike’) na superfície exterior do vírus.

No entanto, esses anticorpos não se ligam bem às variantes mais recentes, revela um novo estudo da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, conforme explica um artigo publicado no site da instituição de ensino superior. 

Caracterizar que tipos de anticorpos o corpo apresenta uma maior probabilidade de produzir para combater uma infecção natural é um elemento chave quando se trata de formular uma vacina totalmente eficaz, disse o líder do estudo e professor de bioquímica Nicholas Wu. Ele e uma equipe de pesquisadores divulgaram as conclusões na revista Nature Communications.

Publicidade

“A resposta dos anticorpos é bastante relevante para tudo, desde a compreensão da infecção natural, a como nos recuperamos da infecção até ao design da vacina. O corpo tem a capacidade de produzir respostas de anticorpos diversos – estima-se que poderíamos produzir um trilhão de anticorpos diferentes. Então, quando vemos que as pessoas estão produzindo anticorpos bastante semelhantes a um vírus em particular, chamamos esse processo de resposta convergente de anticorpos”, partilhou Wu.

“Tal significa que podemos projetar vacinas tentando obter esse tipo de resposta de anticorpos, e isso provavelmente vai melhorar a capacidade de resposta de mais indivíduos à vacina”, acrescentou. 

Ora, de acordo com os pesquisadores, o fato do tipo de anticorpos produzidos por pessoas infectadas no começo da pandemia não se ligar às estirpes recentes é uma fonte de preocupação.

“Isso, é claro, aumenta a preocupação do vírus evoluir para escapar da principal resposta de anticorpos do organismo”, referiu o professor. 

Segundo a pesquisa, os dados apurados destacam a capacidade das novas estirpes reinfectarem pessoas que contraíram versões anteriores do vírus. O que por sua vez pode sabotar a eficácia da vacinação e os planos de tomas de doses de reforço. Ainda assim, e como o corpo humano produz anticorpos para muitas partes do coronavírus, não apenas contra a proteína espículas, é possível que alguns ainda possam ser eficazes contra determinadas estirpes. 

Wu refere que o próximo passo é estudar a resposta imune tendo como foco a variante Delta (B.1.617.2), detectada originalmente na Índia – de modo a entender que tipo de resposta esta produz e como difere da versão inicial do coronavírus.

Com informações Notícias ao minuto

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.