Empresário é condenado a mais de 7 anos por estuprar jovem após carona no Acre; vítima estava embriagada
A Justiça do Acre condenou um empresário e pecuarista a 7 anos e 6 meses de prisão em regime inicial aberto por estupro. Segundo o processo, o acusado estuprou uma mulher que estava embriagada após oferecer carona em Rio Branco.
Além da pena, o juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca da capital acreana determinou que o pecuarista pague R$ 10 mil de danos morais e psicológicos para a vítima.
O acusado e a vítima se conheceram em uma casa noturna. Testemunhas que estavam no local falaram que a jovem estava bebendo quando o empresário chegou e se ofereceu para levá-la para casa.
Ainda segundo os autos, a mulher achava que seria levada para a casa dela, mas acabou na residência do acusado. Lá, conforme a Justiça, o empresário teria se aproveitado do estado de embriaguez da vítima e teria praticado o crime.
Ao G1, o advogado do empresário, Francisco Silvano Santiago, afirmou que vai recorrer da sentença por entender que a sentença merece reforma. Segundo a defesa, o acusado alega que teve relações sexuais de forma consensual com a vítima.
Santiago confirmou que o acusado e a vítima se conheceram em uma casa noturna, ele ofereceu carona e, no caminho para casa, ‘engataram um enlace amoroso’.
“Não houve flagrante. Ele alega que foi um relacionamento consentido”, resumiu.
Decisão
Em juízo, a vítima declarou que ficou traumatizada com o abuso. Ela teria sido ludibriada pelo acusado durante o trajeto e levada para a casa do réu sem permissão.
“O réu percebeu que a vítima estava embriagada, se aproximou (…) e ofereceu carona, as testemunhas disseram que ele estava de longe observando tudo e, sabendo que a vítima estava ingerindo bebidas, aproveitando-se dessa oportunidade, disse que iria levar a vítima para a casa dela, indo no caso para a casa dele, contra a vontade da vítima, havendo o que se valorar, já que ludibriou (…) e tentou criar uma situação que a deixasse mais fragilizada, para conseguir o seu intento”, diz parte da sentença assinada pela juíza de Direito Louise Santana.
Por G1 Acre