“Estamos no Terminal Urbano, está tudo fechado aqui, tem mais de 100 motoristas aqui no movimento. Estamos com salário atrasado, quase um ano sem receber, três férias atrasadas, FGTS, tenho 12 anos de empresa e não tem um real de FGTS na minha conta. Estamos desde dezembro sem receber décimo terceiro, salário, até hoje não recebemos um real dessa empresa e acabou mês passado o repasse do governo federal, estamos tendo que tirar dinheiro do bolso para colocar gasolina e ir trabalhar”, disse o motorista.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindcol), Aluízio Abade, informou que ao menos 25 ônibus das empresas Via Verde de São Judas Tadeu estão funcionando nesta segunda. Segundo ele, o sindicato está em contato com a empresa para tentar buscar uma solução e o funcionamento do transporte seja normalizado.
A reportagem tentou contato com a direção da empresa Floresta, mas não obteve sucesso até última atualização desta reportagem.
A câmara de vereadores de Rio Branco instalou no último dia 14 a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte público, com escolha da presidente, vice-presidente, relator membros titulares e membros suplentes que devem comandar as investigações. O colegiado fica responsável por apurar os problemas relacionados ao transporte na capital.
A comissão terá um prazo de 180 dias para desenvolver suas atividades e fazer relatório. O pedido de abertura da CPI do transporte público foi um pedido da vereadora Michele. O requerimento foi protocolado na Câmara e aceito, por 12 votos, pelos vereadores no dia 24 de agosto.
A CPI deve apurar pelo menos cinco pontos que envolve o transporte público na capital acreana. Veja os pontos:
Conforme o requerimento, a CPI vai analisar e investigar as elevadas tarifas propostas pelas empresas prestadoras do serviço. A proposta é pedir todas as planilhas de custos, subsídios e tarifas para as empresas. Passagem custa R$ 4 na capital.
- Por Iryá Rodrigues, do G1.