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Policia Civil deflagra 1ª fase da “Operação Zaqueu” no Acre, Mato Grosso do Sul e São Paulo

Por Redação Juruá em Tempo.16 de setembro de 20214 Minutos de Leitura
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A Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com apoio do Departamento de Inteligência (DI), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através do programa VIGIA, e das Policias Civis dos Estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, deflagrou nas primeiras horas desta quinta-feira, 16, a “OPERAÇÃO ZAQUEU”, visando o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão e 27 de prisão.

A operação tem como principal objetivo desarticular o núcleo de uma organização criminosa, responsável pela arrecadação de valores pagos pelos integrantes da organização, a qual possui atuação em todo o território nacional.

Os líderes deste núcleo foram presos na capital paulistana, onde a Polícia Civil cumpriu 5 mandados de busca e apreensão e 4 de prisões. A ação na capital paulista contou com a atuação de investigadores da Polícia Civil do Acre. Outros três integrantes foram presos no Mato Grosso do Sul, na penitenciária de Campo Grande, de onde coordenavam a pratica do crime.

No estado do Acre, a Polícia cumpriu mandados nas cidades de Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano e Epitaciolândia. Dentre os presos no Estado do Acre está a pessoa que representava a organização no estado, bem como a pessoa responsável por gerir as armas de fogo da organização e outras lideranças de bairros.

Ao total, foram 23 pessoas presas ligadas a organização criminosa, destas, cinco delas foram flagranteadas pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e trafico de drogas. Além das prisões efetuadas pela Policia Civil do Acre, também foi apreendido droga, arma, munição e vasto material para embalo do entorpecente, além de celulares e balanças de precisão.

Com esta ação a Polícia Civil do Acre tenta frear o avanço da organização, reduzir os crimes praticados por este grupo criminoso no Estado do Acre, bem como diminuir o seu poder econômico asfixiando as ações criminosas.

A investigação durou cerca de um ano e contou com a participação de mais de cem policiais. Todo material arrecadado será submetido a análise pericial para identificação de outros integrantes para que sejam responsabilizados pelos crimes.

Durante este período foi possível comprovar que as pessoas presas integravam e promoviam a organização, bem como identificar que parte do grupo se dedicava a pratica do tráfico de drogas. Parte do dinheiro, arrecadado com a traficância, era repassado aos líderes para subsidiar ações da organização criminosa.

O nome da operação, “ZAQUEU”, faz referência ao líder dos publicanos, pessoas que na antiguidade possuíam a função de arrecadar impostos, para posteriormente repassar ao imperador.

O Estado do Acre, o qual possui mais de 2.000 km de fronteira internacional com dois países produtores de drogas, é um oásis para as organizações criminosas, as quais buscam rotas de tráfico para adquirir grandes quantidades de entorpecente. A Polícia Civil, atenta a posição geográfica estratégica do estado para o tráfico de drogas, busca diuturnamente combater essas organizações, sem recuar, sem cair, e sem temer.

A implantação do programa federal VIGIA, desenvolvido pelo Ministério da Justiça, possibilitou as forças de segurança estaduais a atuarem de forma mais contundente nas fronteiras brasileiras.

Os resultados apresentados, tendo como exemplo esta operação, realizada simultaneamente em 3 estados (10 municípios), são frutos do investimento do governo federal no combate à criminalidade.

A Polícia Civil do Estado do Acre parabeniza e agradece o Ministro da Justiça, seus secretários, diretores, coordenadores e demais servidores do Ministério, em especial CGFRON e CGCCO, que de forma silenciosa possibilitam a atuação das forças de segurança estaduais em todo o território nacional, de Marechal Thaumaturgo, um dos municípios mais isolados do país, a São Paulo, onde estão instalados líderes de organizações criminosas.

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