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Povos indígenas do Acre se apresentam com Alok em festival Internacional de música

Por Redação Juruá em Tempo.30 de setembro de 20213 Minutos de Leitura
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No último sábado (25), povos indígenas do Acre das etnias Yawanawá e Huni Kui, se apresentaram ao lado do DJ Alok no Global Citizen Live, esta que foi transmitida direto da Amazônia, onde mostrou o grande trabalho que o artista fez ao lado desses povos indígenas nos últimos meses.

Com esta criatividade, Alok produz o primeiro álbum autoral de sua carreira, este que está totalmente imerso nas raízes sonoras dos povos originários do Brasil. Além do mais, o DJ pretende tornar esse álbum em uma série documental.

Na Live de sábado, cerca de três canções deste álbum foram apresentadas ao público juntamente com alguns povos indígenas que fazem parte deste projeto. Ainda, segundo Alok, o álbum completo deverá ser lançado no próximo já com o documentário, onde esses povos indígenas serão os protagonistas.

Um dos indígenas que participam deste álbum é o cacique e líder espiritual Mapu Huni Kuî, este que já é músico, ativista, articulador político do seu povo e coordenador do Centro Huwã Karu Yuxibu em Rio Branco. Ainda, ele diz que esse projeto é uma oportunidade para transmitir ao mundo a mensagem da natureza.

“Está sendo um processo muito importante, primeiro que estamos tendo oportunidade de falar com o mundo através da rede dele. Estamos simplesmente transmitindo aquilo que a mãe natureza nos ordena. É muito importante para o povo Huni Kui porque, de certa forma, é nossa identidade, nossa origem, nossa realidade que o povo está vendo, nosso conhecimento e o nosso valor. Hoje o meu povo está sendo contemplado para que o mundo possa conhecer que existe esse povo que se preocupa com o bem da humanidade, por uma vida melhor, saúde de qualidade, reintegração da natureza com o ser humano”, disse o indígena.

Ainda, segundo o DJ, o projeto tem a ideia principal de mostrar que é por meio do canto indígena que se pode dizer o que a floresta tem a nos dizer.

“Há sete anos eu estava em busca de inspiração, então fiz uma longa viagem até a aldeia Yawanawá, na Amazônia. Chegando lá, passei a ressignificar muitos valores na minha vida, inclusive a forma como eu lidava com a natureza e com a música. Lá, aprendi que os cantos indígenas são cantos ancestrais da florestas. Vivemos um momento urgente no planeta com todas as mudanças climáticas e é preciso preservar a floresta e a melhor forma de fazer isso é ouvindo o que ela tem a dizer”, disse Alok no clipe apresentado no festival.

Essa edição do “Global Citizen Live” (GGL), no qual esse álbum foi organizado, foi dirigido por Hugh Evans, este que é um australiano conhecido no mundo da filantropia, isso segundo New York Times. Assim, essa organização pretende convocar os governos, grandes empresas e filantropos para trabalharem juntos na defesa do planeta e, também, para vencer a pobreza.

Projeto anterior

Antes desse projeto, Alok havia lançado em 2015 uma música composta por sons de rituais indígenas. Assim, ele até conviveu com os povos da etnia Yawanawá quando ficou três na Aldeia Mutum, em Tarauacá.

Ainda, na época, essa ideia de visitar a aldeia surgiu de uma empresa que também já havia realizado um trabalho nesta tribo. Com isso, seis pessoas da equipe do DJ participaram, capturando uma experiência no seio da floresta amazônica. Contudo, resultante dessa experiência, Alok lançou em 2016 o minidocumentário “Yawanawá” – A força”, que mostra o encontro do artista com os povos da etnia Yawanawá.

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