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COTIDIANO

Após criar braço robótico, fisioterapeuta acreano quer construir exoesqueleto: “Ainda vou fazer um paralítico andar”

Por Redação Juruá em Tempo. 04/10/2021 10:14
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Jovem, competente e sonhador. O fisioterapeuta Janimar Nogueira, de 36 anos, é um dos responsáveis pela humanização no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Formando há apenas 4 anos, ele saiu de Rio Branco para o Juruá onde atuou durante a pandemia na ala Covid.

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Além do trabalho desenvolvido na unidade de saúde, ele também se dedica a criar formas de melhorar a vida das pessoas que precisam da fisioterapia. Recentemente ele criou o protótipo de um antebraço robótico. A engenharia foi feita utilizando um manequim, impressão 3D, material de carpintaria e sensor elétrico.

A ideia de construir o braço mecânico foi para ajudar um amigo amputado e segundo ele, a partir de muita pesquisa e testes, conseguiu chegar ao resultado atual.

“ELE PODE SER UTILIZADO POR UM PACIENTE QUE NÃO TEM O ANTEBRAÇO OU QUE NÃO TEM UMA MÃO, PODENDO SER ESPECIFICADO DE ACORDO COM A NECESSIDADE DE CADA PACIENTE”, EXPLICOU.

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O protótipo, iniciado em 2017, funciona por meio de uma bateria. Para usar basta acoplá-lo no corpo e ele é acionado automaticamente permitindo os movimentos.

Janimar explica que o produto além de ser mais leve que o vendido atualmente, tem um baixo custo, podendo ser comercializado por um valor em torno de R$ 2,5 mil. Nas pesquisas dele, um braço mecânico hoje no mercado pode sair a partir de R$ 50 mil.

Em paralelo a este, ele já tem outros projetos. Um que já está em andamento é uma cadeira elevador, que vai permitir retirar o paciente do leito sem muitas dificuldades. E explica que não lhe faltam ideias para ajudar as pessoas, o que falta é investimento. Para realizar o que já fez até hoje ele contou com ajuda de amigos que organizaram vaquinhas para arrecadar dinheiro para que ele pudesse tocar os projetos.

Além da formação em fisioterapia, o jovem também estuda medicina e já tem mais planos: quer construir o protótipo de um exoesqueleto: “Eu ainda vou fazer um paralítico andar”, garante Janimar emocionado. Sem pai e sem mãe vivos, ele afirma que essa é parte de sua motivação, a outra vem de sua vivência no dia a dia.

“A minha base, o fato de não ter mais pai e mãe e tudo o que passei me motivam. As histórias que acompanho, conviver com as pessoas e descobrir que posso ir além da fisioterapia, além da medicina. Esse primeiro passo que dei é importantíssimo”, salienta.

Janimar convidou o deputado Jenilson Leite para ver de perto o protótipo. O parlamentar, que é médico, ficou encantado com a invenção do jovem profissional. Jenilson destacou a necessidade de incentivos e parcerias para a continuidade de pesquisas que resultem em projetos tão importantes como esses.

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