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Operação Mundo Novo: Polícia Federal combate organização criminosa que provocava incêndios e desmate em área protegida do Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 05/10/2021 09:37 Atualizado em 05/10/2021 09:44
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Nesta terça-feira (05) a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação “Mundo Novo” contra uma organização criminosa acusada de ser a responsável por realizar grandes queimadas e desmatamentos no Projeto de Assentamento Agroextrativista Antimary, área localizada no interior do Acre.

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A unidade fica entre Sena Madureira e Bujari, na BR-364. De acordo com investigações do Ministério Público do Acre (MP-AC), foi no referido local que o homem apontado como responsável pela contratação dos pistoleiros que mataram a missionária norte-americana Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, teria desmatado uma área de 600 hectares, além de criar gado e ameaçar moradores.

No total, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além de duas prisões temporárias. Também estão sendo cumpridas medidas judiciais nos estados do Amazonas e em Rondônia, com o auxílio de helicóptero e embarcações.

Segundo a polícia, a investigação apurou que, além do desmatamento, também ocorria a comercialização ilegal de terras públicas federais. Também foram mapeados vários acampamentos destinados, conforme a PF, ao cometimento de crimes ambientais. Esses pontos estavam sendo usados como bases de apoio para os criminosos.

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Através de laudo pericial, a Polícia Federal comprovou ainda, que o desmate foi de aproximadamente 1,9 mil hectares (o que equivale a 19 milhões de metros quadrados). De acordo com estudos apontados pela PF, o custo médio para desmatar 1 hectare é de aproximadamente R$1,5 mil, ou seja, para esse desmatamento foi empenhado quase R$ 3 milhões.

Trinta policiais federais atuaram na operação desta terça-feira, e contaram com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ainda segundo a PF, os envolvidos deverão responder por crimes ambientais, crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. No total, as penas podem chegar até 28 anos de prisão, somado as várias multas.

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