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Acreana denuncia cirurgião plástico boliviano por assédio sexual: “Eu sei que isso aconteceu com outras”

Por Redação Juruá em Tempo.12 de novembro de 20213 Minutos de Leitura
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A dentista Fabiana Morais de Aguiar viajou no início deste mês de novembro para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em busca de um sonho para colocar, finalmente, a tão sonhada prótese de silicone.

Cerca de nove dias depois, o sonho se tornou um grande pesadelo. Em todos os instantes, Fabiana recorda dos abusos que conta ter sofrido do cirurgião plástico renomado no país vizinho, Carlos Lino.

Os detalhes foram contados por Fabiana em um boletim de ocorrência, registrado nesta sexta-feira, 12, na Delegacia de Flagrantes. Fabiana registra que no último dia 3, quando foi realizar a avaliação com o médico, Carlos Lino teria pedido para que ela tirasse toda a roupa. Em seguida, a teria abraçado forte, momento em que percebeu que o médico estaria excitado. Ela afirmou ainda que enquanto vestia sua roupa e procurava seus óculos percebeu que o médico havia colocado seu órgão sexual para fora da calça e teria tentando forçar que a vítima lhe fizesse sexo oral.

Fabiana relata ainda que os abusos aconteceram nos outros dias. Inclusive, o médico teria proposto um encontro entre os dois e teria oferecido uma aplicação de botox, alegando que não iria cobrar pelo procedimento, o que foi recusado pela vítima. A acreana relata ainda que no dia 7 de novembro quando foi trocar o curativo, mais uma vez foi vítima do médico, que tentou enfiar o dedo em sua boca, teria apertado suas nádegas e ainda lhe deu um “chupão” no pescoço.

Fabiana esteve com outras duas mulheres do Acre em Santa Cruz de La Sierra. Uma delas confessou em áudio que também teria sido abusada, mas com medo de represália, resolveu não registrar queixa.

O esposo de Fabiana, Dhiego Silva que é policial militar, conta que estranhou o comportamento triste da esposa na volta da Bolívia. “Achei muito estranho, já que minha esposa tinha ido realizar um sonho. Registramos esse boletim de ocorrência, vamos no consulado, vamos contratar um advogado na Bolívia, caso seja necessário, mas isso não vai ficar impune. Esse cidadão tem que pagar pelo que fez. Ele destruiu o sonho da minha esposa”, relata o PM, que acredita que supostas novas vítimas do médico possam surgir após a denúncia.

Fabiana, que é mãe de uma criança de 4 anos, conta que sempre teve baixa estima e que seu sonho era fazer a cirurgia. “É uma sensação horrível, eu me senti impotente com aquele homem querendo me acariciar, eu estando em um local longe da minha casa, sem conhecer ninguém. O meu sentimento é de medo e de repulsa. Eu tive medo de falar até para o meu marido, mas eu não quero que outras mulheres passem pelo que passei. Eu sei que isso aconteceu com outras meninas que não tiveram coragem de denunciar. A gente faz empréstimo, viaja para outro país e nem imagina que vai ser abusada por um médico”, diz Fabiana.

 

Por ac24horas

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