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Consciência Negra: Pesquisadora do Acre explica como racismo está presente em expressões do dia a dia

Por Redação Juruá em Tempo.20 de novembro de 20215 Minutos de Leitura
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“Cor do pecado”, “trabalho de preto”, “criado mudo”, “denegrir”, “fazer nas coxas”, “humor negro” e “não sou tuas negas”. Pode ser que em algum momento você já tenha usado uma dessas expressões em seu dia a dia. Mas, você sabia que elas são consideradas racistas?

O dia 20 de novembro foi escolhido como Dia da Consciência Negra porque foi a data da morte do líder Zumbi dos Palmares, que lutou contra a escravização no Brasil.

A data é a recordação da importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. As gerações de afro-brasileiros que se seguiram ao período da escravização sofreram e ainda sofrem preconceito em vários níveis.

E a nossa língua ainda tem forte influência da escravização. É o chamado racismo sutil que é reproduzido por gerações e que precisa ser debatido.

Neste dia, o g1 conversou com Andressa Queiroz da Silva, professora de Língua Portuguesa da educação básica do estado do Acre, mestre em Letras pelo programa de pós-graduação em letras – PPGLI-Ufac e pesquisadora do Núcleo de estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi-Ufac). Ela falou da importância desse debate e desconstrução.

“As expressões de cunho racista nos mostram que essas construções só são possíveis devido a existência do racismo que continua se perpetuando, seja pelas expressões ou por outros mecanismos. O racismo não é uma simples ideologia, é uma estrutura que foi construída e que continua se difundindo. Temos visto que o racismo age de maneiras bem diversas, uma vez que está intrínseco em diferentes segmentos da nossa sociedade”, destaca.

Ela enfatiza ainda que hoje a língua é uma herança do regime escravocrata do país e que muitas vezes isso não chega nas escolas ou em debates do convívio social.

“Como fala o Prof. Dr. Gabriel Nascimento, nós não falamos nossa língua, nós falamos a língua que nos deram, a Língua Portuguesa. A língua, ela não deve ser compreendida como um estrutura solitária e que não sofre influência e que não influencia a sociedade. A construção da nossa língua, a portuguesa, foi resultado de um processo de colonização do país e como essa colonização tinha por base o racismo contra os povos negros africanos, a nossa língua vai expressar de alguma maneira o racismo.”

Andressa diz ainda que a forma de quebrar esse ciclo é falando sobre isso nos diversos meios que temos; em casa e, principalmente, nas escolas. Ela defende que é preciso reconhecer nossa língua para que essa realidade seja mudada.

Expressões que carregam racismo são divulgadas pelo Neabi — Foto: Reprodução

“Como cidadã, pesquisadora e educadora, primeiramente eu deixo de utilizar determinados termos que têm conotações racistas. Além disso, na sala de aula e nas pesquisas, busco sempre mostrar as contribuições na língua dos povos africanos e indígenas que é tão forte ao ponto do nosso português – o brasileiro – ser muito diferente do português europeu. No nosso vocabulário há uma rica expressão de palavras de origem africana e indígena.”

Para ela, até na universidade essas informações não chegam na forma que deveriam e isso é um dos empecilhos para que o racismo seja rompido nessas expressões.

“Ainda há um desconhecimento sobre o tema, e isso começa na universidade, onde os professores não recebem esse tipo de informação devido ao racismo que existe também dentro da universidade. E se os professores não aprendem sobre isso, os alunos lá na escola não aprenderão e assim o ciclo continua”, pontua.

Andressa defende que o debate chegue nas escolas e que outras referências linguísticas sejam fortalecidas  — Foto: Arquivo pessoal

Por que são racistas?

Cor do pecado

Utilizada erroneamente como elogio, se associa ao imaginário da mulher negra sensualizada.Em uma sociedade pautada na religião, pecar não é positivo, ser pecador é errado, e ter a pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Outra expressão que faz a mesma associação de que negro = negativo.

Trabalho de Preto

Usado para descrever um serviço mal feito. O termo é carregado de preconceito, uma vez que descreve as pessoas negras como incapazes e preguiçosas

Criado Mudo

O nome dado a este móvel faz referência aos criados (geralmente escravizados) que deviam segurar objetos para seus senhores? Como estes criados não podiam falar, eram considerados mudos, daí o termo criado-mudo.

Denegrir

Tem como real significado “tornar negro”,“escurecer”. É usado para difamar ou acusar injustiça por outra pessoa, sempre usado de forma pejorativa, ou seja, utilizar esta palavra pejorativa é extremamente racista.

Fazer nas coxas

Acredita-se que a expressão vem da técnica utilizada pelos escravizados para fazer telhas. Por serem artesanais e seguirem os formatos dos corpos, as peças não se encaixaram bem umas nas outras, sendo consideradas mal feitas.

Humor Negro

Usam para descrever um tipo de humor ácido e com piadas de mal gosto com temas mórbidos, sérios ou tabus com tom politicamente incorreto.

Mercado Negro

Usam para descrever um tipo de humor ácido e com piadas de mal gosto com temas mórbidos, sérios ou tabus com tom politicamente incorreto.

Não sou negas

Trata a mulher negra como ”qualquer uma” ou “de todo mundo”, relembra o tratamento às mulheres escravizadas que eram, seguidamente, assediadas e estupradas. A frase deixa explícita que com “as negras pode tudo”, e com as demais não se pode fazer o mesmo, e no tudo está incluso desfazer, mal tratar. Portanto, além de ser profundamente racista, o termo é carregado de machismo.

O Neabi-Ufac está em várias plataformas digitais, que oferecem diversos materiais e serviços. São elas:

  • Site da Ufac;
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Por Tácita Muniz, g1 AC — Rio Branco

Por:
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Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

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