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Brasil

Brasileiros mais ricos do mundo perderam R$ 163 bilhões no segundo semestre de 2021

Por Redação Juruá em Tempo. 01/01/2022 08:38
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O segundo semestre de 2021 foi uma época de poucos ganhos e muitas perdas para os bilionários brasileiros. Considerando o período de 21 de junho a 21 de dezembro, os 15 principais bilionários do país viram a sua fortuna conjunta cair US$ 28,3 bilhões, equivalente a R$ 162,4 bilhões, segundo estimativas da Forbes. O seu patrimônio conjunto deles é de aproximadamente US$ 116,4 bilhões, ou R$ 430 bilhões.

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Em termos absolutos, a maior queda foi de Jorge Paulo Lemann, que viu o seu patrimônio líquido ir de US$ 20,6 a US$ 15,6, um recuo de US$ 5 bilhões. O empresário é cofundador da Ambev (ABEV3), empresa que viu uma desvalorização de mais de 17% nos seus papéis durante o período, e que figura entre as ações que mais caíram nos últimos cinco anos.

Como comentou Adriano Cantreva, sócio da Portofino Multi Family Office, em entrevista à Forbes em setembro: “Observamos uma taxa de crescimento do consumo de cerveja cada vez menor e tendência a cervejarias mais saudáveis e especializadas.”

Lemann, que antes era o brasileiro mais rico do mundo, agora ocupa a segunda posição da lista. Os demais cofundadores da Ambev, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, sofreram quedas menos dramáticas. Telles saiu de US$ 13,3 para US$ 10,8, um recuo de US$ 2,5 bilhões, enquanto o patrimônio de Sicupira caiu em US$ 2,3 bilhões, de US$ 10,4 para US$ 8,1.

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Em termos relativos, porém, foi Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, que viu a maior redução na sua fortuna. Ao longo dos últimos seis meses, a empresária perdeu quase 70% do seu patrimônio líquido, saindo de US$ 5,3 bilhões para US$ 1,4 bilhões. Essa redução acompanhou o desempenho das ações do Magalu (MGLU3), que caíram 69% desde junho.

Para Pedro Serra, gerente da Ativa Investimentos, é natural que o varejo digital apresente queda em 2021. Isso ocorre devido à reabertura da economia, que faz com que consumidores voltem a gastar com restaurantes e viagens, diminuindo o consumo no varejo, e às altas na taxa de juros vistas nos últimos meses.

Franco Bittar Garcia, neto de Luiza Trajano, também teve perdas expressivas: seu patrimônio caiu de US$ 3,5 bilhões para menos de US$ 1 bilhão. Agora, o herdeiro não figura mais entre os bilionários da lista norte-americana Forbes Real Time Billionaires, apesar de ainda estar incluído na lista brasileira, que considera as fortunas em reais.

Apesar do recuo, a Magalu contou com alguns momentos de sucesso durante o período, como foi o caso da aquisição da plataforma de e-commerce Kabum!. Em apenas 24 horas, a família Trajano viu o seu patrimônio conjunto subir US$ 1,2 bilhão, equivalente a mais de R$ 6 bilhões.

Além dos Trajano, outros nomes foram rebaixados a posições de menor destaque, como é o caso de Luiz Frias, presidente do Grupo Folha e do conselho do PagSeguro. A sua fortuna, que era de US$ 4,7 bilhões em junho, caiu praticamente pela metade, para US$ 2,2 bilhões em dezembro. As ações do PagSeguro (PAGS), negociadas em Nova York, acumulam queda de 53% no período.

Esse também é o caso de Candido Pinheiro Koren de Lima, fundador da rede de saúde Hapvida, que viu sua fortuna cair de US$ 4,3 para US$ 2,8 bilhões. Embora a Hapvida (HAPV3) tenha sido um dos destaques do setor de saúde em 2021, concluindo cinco aquisições no ano, as suas ações recuaram 26%, principalmente por conta de aspectos macroeconômicos do país.

Já Eduardo Saverin, cofundador do Facebook (agora chamado de Meta Platforms) e atualmente o brasileiro mais rico do mundo, viu uma mudança pequena na sua fortuna desde junho: de US$ 18,7 bilhões, ele passou para US$ 18,4 bilhões. Além de ter seu patrimônio líquido atrelado à gigante de tecnologia, cujas ações subiram pouco mais de 1% no período, ele também é sócio da empresa de venture capital B Capital.

Os ganhos, por outro lado, foram tímidos. Dentre os 15 brasileiros mais ricos do mundo, apenas quatro viram a sua fortuna aumentar. Esse foi o caso, por exemplo, de Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo JBS (JBSS3), cujos patrimônios foram de US$ 3,4 para US$ 3,9 bilhões.

A JBS, de maneira geral, passou sem maiores turbulências pela pandemia da Covid-19. A demanda mundial por carne continuou forte, a alta do dólar impulsionou as receitas e a carne também ficou mais cara nos EUA, com o fechamento temporário de diversos frigoríficos pela disseminação do vírus no país. As ações da empresa acumulam alta de 34% desde junho.

Luciano Hang, dono da Havan, ganhou US$ 200 milhões e viu o seu patrimônio líquido passar de US$ 2,9 para US$ 3,1 bilhões. O avanço surgiu apesar do plano mal-sucedido da empresa de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em agosto, o segundo desde 2020. Já Miguel Krigsner, dono do Grupo Boticário, saiu de US$ 2,5 bilhões em junho e encerrou o ano com US$ 2,9 bilhões.

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