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sexta-feira, agosto 19, 2022

Pesquisa no Juruá avalia impacto das compensações ambientais no Acre

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Reduzir as emissões por desmatamento sem comprometer o bem-estar das populações tradicionais na Amazônia brasileira é uma grande preocupação da comunidade internacional há anos.

Um projeto de pesquisa capitaneado pelas pesquisadoras Julie Subervie e Gabriela Demarchi pretende avaliar a eficácia dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) na redução do desmatamento na Amazônia brasileira, a fim de reduzir as emissões de carbono e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A pesquisa se transformou em um programa chamado A Renda da Floresta e o local escolhido para implementação do estudo foi a região do Vale do Juruá, no Acre. O estudo é financiado pelo INRAE, um instituto francês de pesquisa em agronomia e meio ambiente, e conta com parceiros brasileiros, como a Universidade de São Paulo (USP) e com a SOS Amazônia, ONG de conservação ambiental com vasta experiência e atuação no Acre.

Com o apoio e logística da SOS Amazônia, as equipes do projeto trabalharam por cinco meses em campo e puderam chegar a 460 propriedades rurais, a maioria em locais de difícil acesso nos municípios de Tarauacá e Feijó. Em muitos desses lugares, só foi possível chegar de barco ou de quadriciclo, quando o inverno amazônico (estação chuvosa) transforma os ramais em verdadeiros lamaçais.

Das 460 famílias cadastradas, cerca de 220 foram selecionadas e firmaram um acordo voluntário para receber valores em dinheiro se mantiverem conservado o remanescente de floresta de suas propriedades por um período de 12 meses. O desmatamento pré e pós-pagamentos será mensurado por meio de dados de sensoriamento remoto fornecidos pela Agência Espacial Europeia.

A expectativa é que os resultados do estudo forneçam evidências robustas sobre os impactos de programas PSA e que possam orientar políticas de redução do desmatamento e mitigação das mudanças climáticas em todo o mundo.

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